Carlos Alberto Menezes Direito

* Belém, PA. – 8 de setembro de 1942 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 1 de Setembro de 2009 d.C
Era considerado um jurista conservador, de formação católica.
Menezes Direito completaria 67 na próxima terça-feira, 8 de setembro. Ele deixa mulher, três filhos e netos.
Foi ministro do Superior Tribunal de Justiça, ali sendo empossado em 27 de junho de 1996. Indicado em 28 de agosto de 2007, pelo Presidente da República, para integrar o Supremo Tribunal Federal, na vaga do ministro Sepúlveda Pertence, que se aposentou em 17 de agosto, tomou posse em 5 de setembro de 2007.Morreu vítima de complicações devido a um tumor no pâncreas.
O ministro, que chegou em 2007 à Corte após a aposentadoria do decano do tribunal, ministro Sepúlveda Pertence, lutava contra um câncer. Não resistiu. Ele faria 67 anos na próxima terça-feira, 8 de setembro.
Foi indicado à Corte depois de julgar por 11 anos no Superior Tribunal de Justiça. Nascido no Pará, Menezes Direito tornou-se bacharel em Direito pela PUC do Rio de Janeiro, em 1965. Obteve o título de doutor na mesma universidade.
Entrou para a magistratura por meio do Quinto Constitucional da OAB. O seu primeiro cargo no Judiciário foi de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio.
Em 27 de junho de 1996, tomou posse no Superior Tribunal de Justiça. E em 5 de setembro de 2007 tomou posse no Supremo com vaga deixada por Sepúlveda Pertence.
Era considerado um jurista conservador, de formação católica.
Do jornalista Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa
O Ministro Menezes Direito e o voto corretíssimo na questão da Raposa do Sol:
“Será lembrado pelo estudo em alta profundidade que fez da questão que envolveu a exploração ou a estagnação da Amazônia.”
Atuação no STF
Carlos Alberto Direito, em março de 2008, pediu vista no processo que pedia a declaração de inconstitucionalidade do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas no Brasil, o que fez com que o processo, que já aguardava votação há anos, fosse mais uma vez adiado.
Em 28 de maio de 2008, Direito votou pela procedência em parte da ação, utilizando o mecanismo da “interpretação conforme” para que fosse permitida a pesquisa com células-tronco embrionárias, observadas as restrições constantes em seu voto.
“Peço vista”! Esse termo virou quase um bordão do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Outros ministros do Supremo especulam que um dos próximos pedidos de vista de Direito seria durante o julgamento da ação que pede a liberação da antecipação terapêutica dos partos de fetos com anencefalia.
Antes de alcançar a magistratura, advogou no Rio de Janeiro, onde também ocupou diversos cargos públicos. Foi chefe de gabinete na Prefeitura, integrante do Conselho da Sociedade Civil mantenedora da PUC-RJ, presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro e integrante do Conselho Estadual de Cultura do Estado.
Entre as atividades exercidas, foi, ainda, presidente da Casa da Moeda do Brasil, secretário de Estado de Educação e presidente do Conselho Nacional de Direito Autoral, além de professor
Marco Aurélio Mendes de Farias Mello
Supremo Tribunal Federal