José Costa Matos – Poeta

Retrato do Poeta José Costa Matos,Poetas cearensesJosé Costa Matos
* Ipueiras, CE. – 2 de Setembro 1927 d.C
+ Fortaleza, CE. – 2 de Março de 2009 d.C

José Costa Matos nasceu em Ipueiras, Ceará no dia 29 de outubro de 1927.

Licenciado em Letras Anglo-germânicas pela Universidade Federal do Ceará, foi professor da Faculdade de Filosofia Dom José, Sobral, da Faculdade de Direito da UFC e da Universidade de Fortaleza – UNIFOR. Auditor fiscal do Tesouro Nacional.

Poeta, ensaísta e contista, tendo conquistado vários prêmios literários no Ceará e em outros estados, entre eles o Prêmio Osmundo Pontes de Literatura. Sobre seu livro O Povoamento da Solidão, o escritor Pedro Nava assim se expressou: “Que poesia bravia, revoltada, orgulhosa e tão sensível à nossa hora que passa – veja-se O homem e seus medos que destaquei porque muito me atingiu (…). E sua poesia me diz que nossa única fuga é mesmo pela própria poesia”.

Suas principais obras são:
Poesias:
Pirilampos, 1960;
As Viagens, 1966;
O Sono das Respostas, 1980;
Na Última Curva da Esperança, 1982;
O Povoamento da Solidão, 1ª ed. 1991 e 2ª ed. 2002;
Estações de Sonetos, 2000.

Contos:
Na Trilha dos Matuiús, 1998
Romance:
O Rio Subterrâneo, 1997.

Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 10 de dezembro de 1992, ocasião em que foi saudado pelo acadêmico Mozart Soriano Aderaldo. Ocupa a vaga deixada pelo escritor Itamar Espíndola, cadeira 29, cujo patrono é Paulino Nogueira. Foi vice-presidente do sodalício e, na atual diretoria (2007/2008), é membro do Conselho Fiscal.

Presságios
Costa Matos
Como foi bela e sábia a vida que tivemos!
Lições em tudo… em tudo… em tudo… até nas brigas
havia água e semente e terra e sol e espigas,
pra nossa fome de entender tudo o que vemos

neste mundo de Deus. As coisas mais antigas
vividas por nós dois mostravam que os extremos
são somas, em nós dois, dos anseios supremos
de socorrer quem tomba ao peso das fadigas.

Era nosso o destino altíssimo de ver,
era nossa a ambição do topo das montanhas,
sabíamos o dia antes de alvorecer…

A tanta luz chegaste, a tanta fé subi,
chegamos a ser bons e a perfeições tamanhas,
que ainda estou a pensar que nunca te perdi…

Juarez Leitão – Poeta

Poeta Juarez LeitãoJuarez Fernandes Leitão
* Novo Oriente, CE. – 11 de Março de 1948 d.C

Filho de João Fernandes de Oliveira e de Maria Soares Cavalcante Leitão, fez os primeiros estudos em sua terra natal, o Curso Primário em Nova Russas, Ce, e, pretendendo o sacerdócio, ingressou no Seminário da Betânia, em Sobral e, em seguida, no Seminário Provincial de Fortaleza (Seminário da Prainha).

Conceituou-se como historiador, poeta, cronista e conferencista.

Participou de vários movimentos culturais do Ceará como os grupos: “Comboio de Literatura”, “Poesia Plural”, “Espiral” e das revistas “Porão” e “Pássaro”.

Pertence à Academia Cearense de Letras,
à Academia Cearense de Retórica,
à Academia Fortalezense de Letras
e à Academia de Artes e Letras do Nordeste.
É membro da União Brasileira de Escritores e da Associação Nacional dos Professores de História.
Integrou o Conselho de Cultura do Estado do Ceará.

Atualmente tem um escritório de assessoria política, atendendo à Assembléia Legislativa, à Câmara Municipal de Fortaleza e a prefeituras do interior.

É autor de 29 obras, sendo dez livros didáticos de sua especialidade, além de ensaios, crônica histórica e poesia.

Seus títulos mais destacados são:
“Ignis, o Inventário da Paixão”, poesia, (prêmio Ceará de Literatura, 1993);
“Sábado, Estação de Viver”, crônica histórica sobre a boemia cearense;
“Praça do Ferreira, República do Ceará Moleque”, crônica histórica;
“Verbo Cívico” (história da Assembléia Legislativa do Ceará);
“Padre Leitão, o Cura da Ribeira do Curtume”, biografia;
“Prediletos das Urnas”, ensaio biográfico de seis políticos cearenses;
“Ensino como quem reza – Vida e tempo de Filgueiras Lima”, ensaio biográfico;
“O Vaqueiro Gavião & Outros Causos da Boca do Mundo”, contos de humor.
“O Sabonete Premiado & Outros Causos de Humor e Espanto”, contos de humor;
“História de Maranguape”, ensaio histórico (em preparo).
“A Presença de Ana Amélia”, ensaio biográfico.
“Sonhos e Vitórias – A história de João Gonçalves Primo”, biografia, em co-autoria com Túlio Monteiro.
Obs. Está concluindo “Fortaleza no Tempo das Pensões Alegres” e iniciando a biografia de Dona Nila de Soarez.

Fonte: Jornal da Poesia