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Arcângelo Ianelli – Pintores – Artistas Plásticos

Foto de Arcângelo Ianelli

Arcângelo Ianelli
* São Paulo, SP. – 18 de julho de 1922 d.C
+ São Paulo, SP. – 26 de maio de 2009 d.C

Foi um dos maiores nomes da pintura brasileira, conhecido pela coloração e a luminosidade marcante de suas obras.

Pintor, escultor, ilustrador e desenhista brasileiro que fez parte do grupo Guanabara, do qual foram integrantes ainda Manabu Mabe (1924-1997), Yoshiya Takaoka (1909-1978) e Tikashi Fukushima (1920-2001). Seu irmão, Tomás Ianelli, também foi pintor.

Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois, freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 1950 integra o Grupo Guanabara juntamente com Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros.

A partir da década de 1940, produz cenas cotidianas, paisagens urbanas e marinhas, que revelam grande síntese formal e uma gama cromática em tons rebaixados. Por volta dos anos 1960, volta-se ao abstracionismo informal e produz telas que apresentam densidade matérica e cores escuras. No fim dos anos 1960, sua obra é ao mesmo tempo linear e pictórica, onde se destaca o uso de grafismos.

Já a partir de 1970, volta-se à abstração geométrica, e emprega principalmente retângulos e quadrados, que se apresentam como planos superpostos e interpenetrados. Atua ainda como escultor, desde a metade da década de 1970, quando realiza obras em mármore e em madeira, nas quais retoma questões constantes na obra pictórica. Em 2002, comemora os seus 80 anos com retrospectiva montada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp.

Conquistou, entre outros prêmios, o de viagem à Europa no Salão Nacional de Arte Moderna de 1964. Participou várias vezes da Bienal de São Paulo, bem como de bienais internacionais (Medellín e México). Realizou muitas individuais no Brasil e no exterior.

Arcangelo Ianelli em seu ateliê, na capital paulista – 2002

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Arcangelo Ianelli – Sem título – 1993 – Óleo sobre tela

Arcangelo Ianelli – Vaso Branco com Flores – C.1940 – Óleo sobre tela

Um dos mais importantes nomes da pintura brasileira, o paulistano filho de italianos teve uma trajetória consistente. Foi da figuração no início de sua carreira, nos anos 50, à abstração geométrica dos anos 60.

Arcangelo Ianelli – Marinha – 1940

Arcangelo Ianelli – Barcos – 1950

Cidade do Interior – 1952

Depois, manteve o cânone construtivo em telas de cor e luminosidade exacerbadas, na última fase de sua obra, que despontou na década de 1990.

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Arcangelo Ianelli – Natureza Morta

“Quando ele abstrai a forma, e a luz e a cor têm atuação fundamental, chega a um requinte extraordinário”. Avalia Emanoel Araújo, 68, ex-diretor da Pinacoteca, para a qual adquiriu uma tela do artista, e que hoje está à frente do Museu Afro Brasil. “Ianelli é um temperamento sutil, silencioso, quase uma música de câmara.”

Arcangelo Ianelli – Sem título 1974 – Óleo sobre tela – 80 x 100 cm

“Ele possuía um espírito naturalmente clássico, que procurava a beleza contida na harmonia, no equilíbrio, no acerto e não na rebeldia”, afirma o crítico Olívio Tavares de Araújo, 56, que fez três documentários sobre o artista. “Ianelli vai ficar como o pintor brasileiro que melhor conseguiu estabelecer uma ponte entre o sensível e a racionalidade, um mestre consumado em matéria de cor.”

Depois de ter aulas com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina, nos anos 40, juntou-se a outros nomes de sua geração, como Manabu Mabe e Wega Nery, no grupo Guanabara, que retratou paisagens paulistanas dando grande destaque para a cor.

Em 1964, ganhou uma viagem a Paris do Salão de Arte Moderna do Rio e instalou um ateliê na capital francesa. Quase dez anos depois, venceu o prêmio do Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de SP. Ao todo, participou de seis edições da Bienal de São

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Eliseu d’Angelo Visconti – Artista Plástico

Retrato de Eliseu Visconti, pintor brasileiro

Eliseu d’Angelo Visconti
* Giffoni Valle Piana, Província de Salerno, Itália – 30 de Julho de 1866 d.C
+ Rio de janeiro, RJ. – 15 de Outubro de 1944 d.C

Filho de Gabriel d’Angelo e de Christina Visconti, teria imigrado para o Brasil com um ano de idade, segundo Frederico Barata, seu principal biógrafo e autor do livro oficial do pintor “Eliseu Visconti e Seu Tempo”, de 1944. No entanto, informações contidas em carta de próprio punho encaminhada por Eliseu Visconti em 26 de agosto de 1938 a Oswaldo Teixeira, à época Diretor do Museu Nacional de Belas Artes, revelam que sua vinda para o Brasil teria ocorrido em 1873, aos sete anos de idade portanto.

Teria sido trazido por influência de D. Francisca Eugênia Monteiro de Barros, a Baronesa de Guararema, aluna de Vitor Meireles, e que se tornou grande incentivadora e protetora de Visconti. Em tratamento de saúde na Itália, a Baronesa convence a família de Eliseu a deixá-lo vir para o Brasil, juntamente com sua irmã Marianella. Eliseu Visconti hospeda-se inicialmente na Fazenda São Luiz, em Além Paraíba, de propriedade de Luiz de Souza Breves, o Barão de Guararema.

Eliseu Visconti - Pintura - Na Alameda Teresópolis - ost 121x104 1931 - Coleção Particular

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Eliseu Visconti – Pintura – Na Alameda Teresópolis
Óleo sobre tela – 121×104cm – 1931 – Coleção Particular

Iniciado na música por seus familiares, o precoce talento pelas artes plásticas prevaleceu após a Baronesa ver um de seus desenhos, representando a figura de uma camponesa romana. Foi o bastante para que, a conselho de sua protetora, deixasse de freqüentar as aulas de música, que já não lhe agradavam, e abraçasse os estudos de desenho e pintura.

Em 1883, o poeta Otaviano Hudson, amigo da família de Eliseu Visconti, encaminhou-o com uma carta de apresentação para matrícula no Liceu de Artes e Ofícios. Seus trabalhos no Liceu, além de valerem-lhe inúmeras medalhas, despertaram a atenção de colegas e professores, dentre estes Vitor Meireles, José Maria de Medeiros, Estevão Roberto da Silva e Pedro José Peres.

Sem abandonar o Liceu, ingressa na Imperial Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1885, estimulado por D. Pedro II. O Imperador, um ano antes, em uma de suas visitas ao Liceu, impressionado que ficara com uma escultura de Visconti intitulada “As romãs”, havia aconselhado o jovem Eliseu a continuar seus estudos na Academia: “Por que o senhor não entra na Academia? O senhor deve continuar, deve entrar o quanto antes na Academia”.

Foram as palavras de D. Pedro II, durante solenidade no Liceu Imperial de Artes e Ofícios. Na Academia, Visconti teria novamente como professores Vitor Meireles e José Maria de Medeiros, e ainda Zeferino da Costa, Henrique Bernardelli e Rodolfo Amoedo. Mas receberia a última recompensa do Liceu, em 1886, novamente das mãos do Imperador, que lhe entrega o prêmio da medalha de prata em Ornatos e acrescenta: “Vejo que o senhor progride. Isto me causa grande satisfação. Quando entra para a Academia?” Visconti, emocionado, não consegue agradecer a D. Pedro II nem lhe comunicar que já ingressara na Academia. Anos depois, o agradecimento viria em forma de homenagem, quando Visconti, mesmo sofrendo críticas, inclui a figura do Imperador no Pano de Boca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Durante sua permanência na Academia, Visconti receberia prêmios que, se analisados qualitativamente, denotavam uma tendência que resultaria na grande

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