José Jefferson Carpinteiro Peres – Político – Advogado

Jefferson Peres - Retrato do Senador do Amazonas

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José Jefferson Carpinteiro Peres
*
Manaus, AM. – 18 de Março de 1932 d.C
+ Manaus, AM. – 23 de Maio de 2008 d.C

Professor e político brasileiro, formado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas, e em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Antes de se tornar político, lecionava na área de Economia, na Universidade Federal do Amazonas. Jornalista, escritor, professor, advogado, com pós-graduação em política pelo Iseb e em administração pública pela Fundação Getulio Vargas.

Participou, na década de 1950, da campanha O petróleo é nosso e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado.

Foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador pedetista Cristovam Buarque, do Distrito Federal.

Jefferson Peres já havia anunciado que após cumprir seu atual mandato abandonaria a vida política, mas acabou falecendo antes, vítima de uma parada cardíaca.

Por iniciativa do Senador Epitácio Cafeteira foi apresentado uma resolução, aprovada por unanimidade, dando o no me de Senador Jefferson Peres ao plenário da sala de reuniões da Comissão de Ética do Senado Federal.

Nelson Rodrigues – Dramaturgo

Foto de Nelson Rodrigues, dramaturgo, escritor e jornalista

Nelson Rodrigues
* Recife, PE. – 23 de Agosto de d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 21 de Dezembro de 1980 d.C

Nasceu em Recife, 5º filho dos 14 que tiveram o Jornalista Mário Rodrigues e Maria Esther Falcão. Além de nelson nasceram em Recife: Milton, Roberto, Mário Filho, Stella e Joffre. No Rio de Janeiro nasceram os outros oito irmãos: Maria Clara, Augustinho, Irene, Paulo, Helena, Dorinha, Elsinha e Dulcinha.

Seu pai, deputado e jornalista do Jornal do Recife, por problemas políticos resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde vem trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã.

Em julho de 1916, d. Maria Esther e filhos chegam ao Rio de Janeiro num vapor do Lloyd.

Haviam vendido tudo no Recife para cobrir as despesas de viagem, e tiveram que ficar hospedados na casa de Olegário Mariano por algum tempo. Em agosto de 1916 alugaram uma casa na Aldeia Campista, bairro da Zona Norte da cidade, na rua Alegre, 135, onde a família Rodrigues teve seu primeiro teto na cidade.

Aos 4 anos de idade um fato pitoresco: uma vizinha, d. Caridade, invade a sua casa e diz para sua mãe: “Todos os seus filhos podem freqüentar a minha casa, dona Esther. Menos o Nelson.” Como ninguém entendesse a razão de tal proibição, ela afirmou: vira Nelson aos beijos com sua filha Odélia, de três anos, com ele sobre ela, numa atitude assim, assim. Tarado!

Aos sete anos, em 1919, pediu a sua mãe para ir a escola. Foi matriculado na escola pública Prudente de Morais, a dois quarteirões de sua casa. Aprendeu a ler rapidamente e era por isso elogiado por sua professora, d. Amália Cristófaro.

Em 1920 ocorreu um fato que, depois, se transformou num dos favoritos do escritor: o do concurso de redação na classe. D. Amália passou a lição: cada aluno deveria escrever sobre um tema livre. A melhor redação seria lida em voz alta na classe. Finda a aula, as composições foram entregues. A professora quase foi ao chão com o trabalho de Nelson: era uma história de adultério.

O marido chega em casa, entra no quarto, vê a mulher nua na cama e o vulto de um homem pulando pela janela e sumindo na madrugada. O marido pega uma faca e liquida a mulher. Depois ajoelha-se e pede perdão.

A redação, apesar do espanto que causou em todo o corpo docente, não tinha como não ser premiada, muito embora não pudesse ser lida na classe. A professora inventou um empate e leu a outra composição.

Nesse período, Nelson presenciou grandes discussões entre seus pais, causadas por ciúmes que seu genitor tinha de sua mãe.

Influenciado por seus irmão mais velhos, passou a ter a leitura como passatempo, saindo rapidamente do Tico Tico para romances mais “pesados” como Rocambole, de Ponson du Terrail, Epopéia do Amor, Os Amantes de Veneza e Os Amores de Nanico, de Michel Zevaco, O Conde de Monte Cristo e as Memórias de um Médico, de Alexandre Dumas, os fascículos de Elzira, a Morta-Virgem, de Hugo de América, e outros mais.

Mudavam os autores, mas no fundo era uma coisa só: a morte punindo o sexo ou o sexo punindo a morte.

Foi em 1919 que o autor descobriu o Fluminense.

Foi o primeiro ano do tricampeonato do tricolor, muito embora nem ele nem seu irmão Mário Filho, posteriormente famoso como jornalista esportivo e que teve seu nome escolhido para ser o nome oficial do estádio do Maracanã, tivessem dinheiro para sair da rua Alegria e se deslocarem até Laranjeiras para ver o seu time jogar.

Consolidado seu prestígio junto a Edmundo Bittencourt, do Correio da Manhã, Mário Rodrigues, o pai, junta sua família e muda-se para a Tijuca, fato que, na época, era mostra de nítida melhora de padrão de