Claude Lévi-Strauss – Antropólogo

Claude Lévi-Strauss
Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 01* Bruxelas, Bélgica – 28 de novembro 1908 d.C
+ Paris, França – 31 de outubro de 2009 d.C

Antropólogo francês, considerado um dos grandes intelectuais do século XX. é considerado o fundador da Estruturalismo em meados da década de 1950. É filho de pais franceses: Raymond Lévi-Strauss e Emma Lévy.

Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 1931

Em 1909, a família, de origem judaica, muda-se para Paris. Iniciou seus estudos em Direito e Filosofia na Sorbonne (Paris). Não completou os estudos em Direito, conseguido a licenciatura em Filosofia no ano de 1931. Após alguns anos de professorado em escolas secundárias ele aceitou o convite para integrar uma missão cultural Brasil.

Levi-Strauss integrou essa missão junto a outros professores, sobretudo franceses. A influência dessa comitiva que chegou a pedido do Governo Getúlio Vargas na década de 1930, é até hoje uma marcante influência na cultura intelectual da Universidade de São Paulo.

Levi-Strauss lecionou no Brasil de 1934 até 1938. Nesse período, o então jovem professor convidado realizou a primeira de suas poucas visitas acampo, pois a abordagem estruturalista que proporia alguns anos depois, justificaria esse distanciamento do objeto pelo Antropólogo.

Durante este período ele conduziu seu primeiro trabalho etnográfico de campo, realizando pesquisas no Mato Grosso do Sul e na Floresta Amazônica. Esta experiência que cimentou a identidade profissional de Lévi-Strauss como antropólogo. Sobre a forma como se decidiu pela vinda no Brasil, contou que estava em seu apartamento em Paris, tendo terminado o mestrado, quando um amigo o contatou e disse da possibilidade de ir para São Paulo, onde estava sendo formada a Universidade de São Paulo. Os arredores estão cheios de índios, e você vai poder continuar suas pesquisas, disse o amigo.

Retornou para a França em 1939 para tomar parte no esforço de guerra; após a capitulação francesa perante a Alemanha, Lévi-Strauss, judeu, viajou para Nova Iorque. Como muitos outros intelectuais emigrados, ele lecionou na New School for Social Research. Fundou, ao lado de Jacques Maritain, Henri Focillon e Roman Jakobson, a École Libre des Hautes Études, uma espécie de universidade-no-exílio de acadêmicos franceses.

Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS São Paulo, em 1935

Os anos de guerra, passados em Nova Iorque, foram de formação para Lévi-Strauss, em varíos sentidos. Suas relações com Jakobson ajudaram-no a formalizar sua perspectiva teórica (ambos são considerados pensadores centrais do estruturalismo). Além disso Lévi-Strauss foi exposto à Antropologia estadunidense desenvolvida por Franz Boas, que ensinava na Universidade de Columbia. Após um período como adido cultural na embaixada francesa de Washington,

Nicolau Maquiavel – Filósofo

Nicolau Maquiavel – Itália
Personalidades - Filósofos - Itália - NICOLAU MAQUIAVEL*
Florença, Itália – 03 Maio 1469 d.C
+ Florença, Itália – 20 Junho 1527 d.C

Maquiavel exortava o Príncipe a se adequar às representações de virtude do povo que pretendia dominar.

Maquiavel nasceu em Florença, na Itália, no ano de 1469. Seu pai era advogado e membro de uma proeminente família italiana.

Segundo o historiador Garin, a família de Maquiavel não era aristocrática nem rica. Seu pai, advogado como um típico renascentista, era um estudioso das humanidades, tendo se empenhado em transmitir uma aprimorada educação clássica para seu filho. Maquiavel com 12 anos, já escrevia no melhor estilo e, em latim.

São escassa as informações sobre Maquiavel até ele entrar no serviço da República de Florença, após a queda do governo clerical de Savonorola.

Nicolau Maquiavel apesar do brilhantismo precoce, só em 1498, com 29 anos exerce seu primeiro cargo na vida pública. Foi nesse ano que Nicolau passou a ocupar a segunda chancelaria. Isso se deu após a deposição de Savonarola, acompanhado de todos os detentores de cargos importantes da república florentina. Nessa atividade, cumpriu uma série de missões, tanto fora da Itália como internamente, destacando-se sua diligência em instituir uma milícia nacional. Serviu na administração da República de Florença, de 1498 a 1512, na segunda Chancelaria, tendo substituído Adriani, e como secretário do Conselho dos Dez da Guerra (Dieci di Libertà et Pace), a instituição que na Signoria tratava da guerra e da diplomacia.

Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas um número consideravelmente maior de pessoas evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí tem sua origem.

Com a queda de soverine, em 1512, a dinastia Médici volta ao poder, desesperando Maquiavel, que é envolvido em uma conspiração, torturado e deportado. É permitido que se mude para São Cassiano, cidade pequena próxima de Florença, onde escreve sobre a Primeira década de Tito Lívio , mas interrompe esse trabalho para escrever sua obra prima: O Príncipe, segundo alguns, destinado a que se reabilitasse com os aristocratas, já que a obra era nada mais que um manual da política.

Maquiavel viveu uma vida tranqüila em S. Cassiano. Pela manhã, ocupava-se com a administração da pequena propriedade onde está confinado. À tarde, jogava cartas numa hospedaria com pessoas simples do povoado. E à noite vestia roupas de cerimônia para conviver, através da leitura com pessoas ilustres do passado, fato que levou algumas pessoas a considerá-lo louco.

“Maquiavélico e maquiavelismo” são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas. Em qualquer de suas acepções, porém, o maquiavelismo está associado a idéia de perfídia, a um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Estas expressões pejorativas sobreviveram de certa forma incólumes no tempo e no espaço, apenas alastrando-se da luta política para as desavenças do cotidiano.”

Assim, hoje em dia, na maioria das vezes, Maquiavel é mal interpretado. Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O Príncipe, criou um “manual da política”,