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Adolfo Caminha – Escritores

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Adolfo Ferreira Caminha

*Aracati, CE. – 29 de Maio de 1867 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 1 de Janeiro de 1897

Escritor cearense, romancista, contista, poeta e um dos principais autores do Naturalismo no Brasil. Aos 10 anos, ainda no Ceará, perde a mãe. Após a morte da mãe, Adolfo Caminha ficou órfão com mais cinco irmãos, e foi para a casa de parentes em Fortaleza. Seis anos depois, em 1883, mudou-se para a casa de seu tio no Rio de Janeiro, que o matriculou na antiga Escola de Marinha.

Adolfo faz carreira na Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde, 1988, transfere-se para Fortaleza.

Em 1886, saiu a publicação em versos de Vôos Incertos. No mesmo ano, fez uma viagem de instrução aos Estados Unidos.
No dia 16 de dezembro de 1887 foi promovido a segundo-tenente e publicou Judite e Lágrimas de um Crente, livros de conto.

Em 1888 presta serviços, no Ceará, à Escola de Aprendizes Marinheiros e seu temperamento especulativo, de forte pendor intelectual, faz com que seja um atrevido participante da vida intelectual de Fortaleza. Ajuda a fundar, àquela época, o Centro republicano Cearense.

Ainda em 1888, envolveu-se em um rumoroso escândalo, ao raptar a esposa de um alferes. O Ministro da Marinha interferiu, mas inutilmente, e em 1890, muito pressionado de todos os lados, Adolfo Caminha se demitiu e, com a mulher e duas filhas, seguiu para o Rio de Janeiro, onde viveu como funcionário público.

Em 1893, Adolfo publica A Normalista, romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana. Colaborou nos jornais Gazeta de Notícias e O País. Em 1894, publicou No país dos Ianques, fruto de sua ida, oito anos antes, aos Estados Unidos e, das observações da viagem, escreve No País dos Ianques (1894) e o romance Cartas literárias. Em 1896, ano em que fundou o semanário Nova Revista, publicou o romance Tentação.

No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever Bom Crioulo, abordando a questão da homossexualidade. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, Tentação, em 1896.

O autor e a escola literária a que pertenceu:
Bom Crioulo (Adolfo Caminha) está inserido no Naturalismo, vertente realista que se preocupa em denunciar o perfil moral das criaturas em sociedade.

Os tipos humanos são retratados levando em conta o Determinismo, filosofia de H. Taine que observa estar o homem, de maneira inexorável, atrelado ¬ como resultado – à sua herança genética, ao seu meio social e ao seu momento histórico. Interessa a esta vertente realista focalizar as camadas mais baixas da sociedade, ressaltar os vícios humanos, principalmente os seus desvios sexuais, suas taras, homossexualismo e adultério.

As personagens são típicas: tipos. E podem ser encontradas em quaisquer lugares deste mundo: vis, mesquinhos, viciosos em seus hábitos, a maioria delas se parece com as criaturas que habitam este mundo.
Leia o trecho abaixo, de autoria da profa. Samira Youssef Campedelli, prefácio ao romance Bom-Crioulo, editado pela editora Ática, 2a. Edição, 1991:

“Para os naturalistas ( e Bom Criolo (Adolfo Caminha) foi um deles), o homem é um animal cujo destino é determinado pela hereditariedade, pelo efeito de seu meio ambiente e pelas pressões do momento.

Concepção deprimente esta: rouba do homem todo o seu livre-arbítrio, toda a responsabilidade pelos seus atos, que ficam apenas o resultado inescapável da força e das condições físicas além de seu controle…

Em ficção, o protagonista de um romance naturalista está, portanto, à mercê das circunstâncias e não de si mesmo ¬ ele parece, muitas vezes, não ter entidade própria, como se fosse teleguiado ou manejado qual um fantoche. Ele é objeto científico, de observação: cabe ao romancista desenvolver uma tese em torno do fato que o cerca.

Seja como for que se enfoque, o Naturalismo corresponde a

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