Anselmo Duarte – Artista e Diretor de Cinema

Anselmo Duarte Bento
PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Retrato 01
* Salto, SP. – 21 de abril de 1920 d.C
+ São Paulo, SP. 7 de novembro de 2009 d.C

Ator, roteirista e cineasta brasileiro. Ganhou em 1962 a Palma de Ouro em Cannes, única concedida a um filme brasileiro, com O Pagador de Promessas, que também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Anselmo Duarte também dirigiu outros clássicos do cinema nacional, como Absolutamente Certo e Vereda da Salvação, mas, devido a divergências ideológicas com a turma do Cinema Novo, sua carreira entrou em declínio e não acompanhou seu imenso talento. Foi membro do júri Festival de Cannes em 1971.

PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Cena do O Pagador de PromessassLeonardo Vilar e Glória Menezes – Cena do filme O Pagador de Promessas

Anselmo Duarte nasceu na pequena cidade de Salto, interior de São Paulo, numa casa simples situada na atual Rua Monsenhor Couto, em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, onde seu pai tinha um comércio, conhecido por Venda da Capivara. De origem humilde, é o sétimo filho de Olympia Duarte, senhora que, abandonada pelo marido poucos meses após dar a luz ao caçula Anselmo, muito se esforçava no ofício de costureira para sustentar toda a família.

Em sua cidade natal, Anselmo viveu até os 14 anos, quando foi para São Paulo, onde trabalhou como datilógrafo, contabilista e dançarino. Mudou-se para o Rio de Janeiro, e lá atuou como figurante em filmes e redator e repórter de uma revista.

PERSONALIDADES - Atores - BRASIL - ANSELMO DUARTE Retrato 02

Seu primeiro trabalho como ator foi no filme inacabado do diretor norte-americano Orson Welles, It’s All True, em 1942. Maior galã do cinema brasileiro nos anos 1940 e 1950, participou de produções dos estúdios Cinédia, Atlântida e Vera Cruz. Estreou como ator principal no filme “Querida Suzana”, de 1946, e seu primeiro trabalho como diretor, coroado de muito sucesso, foi em “Absolutamente Certo”, de 1957.

Impossível pensar no cinema brasileiro omitindo a contribuição do ator e diretor saltense Anselmo Duarte. Sua carreira confunde-se com a própria história da arte cinematográfica nacional. Somando-se suas atuações como ator, roteirista e diretor, são mais de quarenta filmes.

Foi velado no saguão do Centro de Educação e Cultura, em Salto, que leva seu nome, e será enterrado na cidade de Salto onde nasceu.

8 de novembro de 2009 | Posted in: Atores | 3 Comments »

Ankito – Atores

Ankito,Atores,Brasil,Cinema,ChanchadasAnchizes Pinto
São Paulo, SP. – 26 de Fevereiro ou 26 de novembro de 1924 d.C
Rio de Janeiro, RJ. – 30 de março de 2009 d.C

Ator brasileiro, considerado um dos cinco maiores nomes das chanchadas.
Um dos seus mais geniais humoristas de todos os tempos. O paulista Ankito, era filho e neto de palhaço e começou a carreira no circo.
Graças às suas habilidades acrobáticas foi trabalhar no Cassino da Urca no Rio de Janeiro. Lá, conheceu os maiores artistas nacionais da época, que o levaram para o cinema.


Ankito e Bené Nunes – Tá Certo? – Cena do Filme “É fogo na roupa”

Foi um dos grandes nomes da chanchada, um tipo de comédia pastelão então muito popular no cinema.

Estreou no cinema em 1952 no filme É Fogo Na Roupa”, ao lado da cantora Emilinha Borba e a vedete Virginia Lane.
Foi parceiro constante de Grande Otelo e estrelou cerca de 60 filmes. Era considerado um digno sucessor de Oscarito.
Atualmente interpretava o personagem Usinhor no programa Zorra Total.

De família circense, era filho do palhaço Faísca e sobrinho do famoso palhaço Piolim. Foi casado com a atriz Denise Casais.

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Carreira
Passou a atuar profissionalmente no circo aos sete anos de idade, no globo da morte.
Onze anos mais tarde, passou a atuar em shows no Cassino da Urca, como acrobata, na época considerado um esporte, e que lhe rendeu cinco vezes o título de campeão sul-americano.

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Em seguida ingressou no teatro, substituindo por uma noite o ator principal da companhia, porém fez sucesso e permaneceu no elenco. Contracenou com Grande Otelo no show Bahia Mortal e, a essa altura, sua carreira já estava consolidada.

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Com o sucesso no teatro, em 1952, foi convidado para fazer três dias de filmagem no filme É fogo na roupa, mas o sucesso foi tanto que os três dias passaram a ser 39, tendo inclusive sido colocado o seu nome em primeiro lugar nos créditos do filme. Continuou a fazer shows pelo Brasil com uma companhia de vedetes, em clubes e cinemas, que sempre exibiam um filme dele antes de cada espetáculo.

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Protagonizou 56 filmes, todos recordes de bilheteria, entre eles Três recutas, Marujo por