Oscar Wilde – Escritor – Poeta – Dramaturgo

Foto de Oscar Wilde, poeta e escritor da Irlanda

Oscar Fingall O’Flahertie Wills Wilde
* Dublin, Irlanda – 16 de Outubro de 1854 d.C
+ Paris, França – 30 de Novembro de1900 d.C

Escolho os meus amigos pela sua boa apresentação, os meus conhecidos pelo seu bom caráter e os meus inimigos pela sua boa inteligência. Um homem não pode ser muito exigente na escolha dos seus inimigos.

Esse irlandês, nascido em Dublin, era filho de um médico, Sir William Wilde, morto em 1876 e uma escritora, Jane Francesca Elgee, árdua defensora do movimento da Independência Irlandesa, fazendo com que desde criança Oscar Wilde estivesse sempre rodeado pelos maiores intelectuais da época.

Criado no Protestantismo, Oscar Wilde foi um aluno brilhante, onde sobressaiu como latinista e helenista. Ganhou depois uma bolsa de estudos para o Magdalene College de Oxford, onde se destacou sobretudo nos estudos das grandes obras clássicas gregas e pelos seus altos conhecimentos dos idiomas.

Estudante na Portora Royal School de Enniskillem, onde ingressou em 1865, ganhou vários prêmios por esse seu destaque, inclusive no Trinity College, em Dublin, e no Magdalen College, Oxford, onde ingressou em 1874, saindo 4 anos depois. Nessa mesmo época, em 1978, ganhou o prêmio Newdigate, com a clássico “Ravena“.

Desde cedo, sobressaía-se entre os demais estudantes, tanto pela sua inteligência quanto pelo temperamento forte e anticonvencional, levando-se em consideração a alta moralização dos costumes no século XIX. Mantinha sempre um ar de superioridade por onde ia, mas, sua forte personalidade e seu brilho natural sobrepunham-se a isso, tornando-o figura indispensável.

Em 1882, foi convidado para ir aos Estados Unidos e palestrar sobre o seu recém criado Movimento Estético, onde se tornou o principal divulgador das idéias de renovação moral. Defendia o ‘belo’ como única solução contra tudo o que considerava denegrir a sociedade da época. Esse Movimento, que contava também com toda a nova geração de intelectuais britânicos, visava transformar o tradicionalismo na época Vitoriana, dando um tom de vanguarda ás artes.

No ano seguinte, 1883, vai para Paris, explorando todo o mundo literário francês, o que acaba por enfraquecer seu Movimento. Nesse período, no qual conquistou vários títulos, começou a publicar suas obras, pequenos escritos com inspiração clássica.

Em seguida, retorna para a Inglaterra, onde casa-se com Constance Lloyd, filha de uma advogado de renome em Dublin. Muda-se para Chelsea, notoriamente um bairro de artistas, com grande influência cultural. Teve 2 filhos, Cyril em 1885, e Vyvyan no ano seguinte.

Mesmo após ao casamento, manteve-se muito conhecido e requisitados em todas as rodas literárias, honrado com todos os compromissos aos quais era convidado. Tornou-se realmente uma pessoa indispensável e comentada aos eventos sociais, espalhando glamour e comentários por onde passava. Possuía uma aparência elegante, que atraia os olhares: vestia-se elegante e extravagantemente bem, com roupas e adereços que, segundo suas próprias palavras, sempre refletiam o que de mais íntimo existia dentro de si.

Continuando com suas obras, a seguinte foi “Vera”, um texto teatral bem sucedido, publicado em 1880. Após esta, publicou uma coletânea de poemas. Chegou a ter 3 peças em cartaz simultaneamente nos teatros ingleses, fato notável tanto na época, como nos dias de hoje.

Em 1887 e 1888, foram lançados vários contos e novelas, como “O Príncipe Feliz”, “O Fantasma de Canterville” e várias outras histórias, todas fantasiosas demais, chegando a ser comparadas com Contos de Fadas, mas, como toda a amargura que residia no coração de Oscar Wilde.

Durante toda sua vida, rumores iam sendo criados em torno da suposta vida irregular que ele teria, o que dava á sua figura, um ar de encantamento e atração ainda maior. Podia-se dizer que era amado por uns, repudiado por outros. Alguns estudiosos consideram que essa má fama chegou a atrapalhar sua carreira literária, mas, seus admiradores provam que era justamente o contrário, Oscar Wilde tinha a mistura perfeita de petulância e doçura.

Seu período literário mais produtivo foi 1887-1895.

Foto da capa do livro O Retrato de Dorian Grey de Oscar Wilde
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Foto da capa do livro O Retrato de Dorian Grey de Oscar Wilde

Em 1891, lançou o que viria a ser sua obra prima, a obra que o colocaria para sempre no hall dos grandes escritores, “O Retrato de Dorian Gray“. Livro que retrata a decadência moral humana, “O Retrato…” fez com que seu escritor torna-se ainda mais admirado e famoso.

No entanto, no seu apogeu literário, começaram a surgir os problemas pessoais. O que antes eram apenas boatos, passou a se concretizar, dando início á decadência pessoal daquele grande homem.

Suas atitudes, já um tanto quanto audaciosas para a época, ainda desafiariam muito mais a moralidade aristocrática inglesa. Rumores sobre seu homossexualismo, severamente condenado por lei na Inglaterra, apareceram, não podendo mais serem negados por ele.

Foto de Oscar Wilde 02
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Oscar Wilde

Conhece o Lord Alfred Douglas (ou Bosie, como era apelidado), pivô de todo seu drama amoroso. O pai de Lord Douglas, Marquês de Queensberry, sabendo do envolvimento do filho com o escritor, envia carta á Oscar Wilde no Albermale Club, onde o ofende e recrimina toda e qualquer relação que ele venha a ter com o jovem Lord, dizendo “A Oscar Wilde, conhecido Sodomita”. O escritor decidi processar o Marquês por difamação.

Em seguida, tenta mudar de idéia e desistir do processo, visto que muitas rumores pairavam sobre sua própria conduta. Mas, é tarde demais, e as provas concretas da sua desregrada vida sexual começam a aparecer e um novo processo é instaurado contra ele. Entre as provas, a mais contundente é uma carta enviada por Wilde para o jovem Lord, peça chave no julgamento:

“January 1893, Babbacombe Cliff

My Own Boy,

Your sonnet is quite lovely, and it is a marvel that those red-roseleaf lips of yours should be made no less for the madness of music and song than for the madness of kissing. Your slim gilt soul walks between passion and poetry. I know Hyacinthus, whom Apollo loved so madly, was you in Greek days.

Why are you alone in London, and when do you go to Salisbury? Do go there to cool your hands in the grey twilight of Gothic things, and come here whenever you like. It is a lovely place and lacks only you; but go to Salisbury first.

Always, with undying love,
Yours, OSCAR.”

A 6 de abril começa o primeiro dos processos contra ele, no Tribunal de Old Bailey.

Em 11 de abril, é transferido da Prisão de Bow Street, onde estava encarcerado, para a de Holloway, como réu de crime inafiançável.

Em 1985, a sentença é decretada: Oscar Wilde foi condenado por sua relação dúbia com o Lord e suas práticas homossexuais á 2 anos de cárcere. Segue-se uma transcrição das palavras do Juíz, onde ele diz, entre outras coisas, qual seria a penalidade para o literato:

“It is no use for me to address you. People who can do these things must be dead to all sense of shame, and one cannot hope to produce any effect upon them. It is the worst case that i have ever tried…that you, wilde, have been the centre of a circle of extensive corrpution of the most hideous kind among young men, it is equally impossible to doubt. I shall, under such circumstances, be expected to pass the severest sentence that the law allows. In my judgement it is totally inadequate for such a case as this.

The sentence of the court is that you be imprisioned and kept to hard labor for two years”.

Depois desse incidente, toda sua fama e sucesso financeiro começa a desmoronar. Suas obras e livros são recolhidos das livrarias, assim como suas comédias tiradas de cartaz. O que lhe resta, acaba sendo leiloado para suas despesas do processo judicial.

Mesmo condenado, Wilde não abaixaria sua cabeça e declararia á todos que quisessem ouvir, o que se passava dentro de si:

“O amor que não ousa dizer o nome’ nesse século é a grande afeição de um homem mais velho por um homem mais jovem como aquela que houve entre Davi e Jonatas, é aquele amor que Platão tornou a base de sua filosofia, é o amor que você pode achar nos sonetos de Michelangelo e Shakespeare.

É aquela afeição profunda, espiritual que é tão pura quanto perfeita. Ele dita e preenche grandes obras de arte como as de Shakespeare e Michelangelo, e aquelas minhas duas cartas, tal como são. Esse amor é mal entendido nesse século, tão mal entendido que pode ser descrito como o `Amor que não ousa dizer o nome’ e por causa disso estou onde estou agora.

Ele é bonito, é bom, é a mais nobre forma de afeição. Não há nada que não seja natural nele. Ele é intelectual e repetidamente existe entre um homem mais velho e um homem mais novo, quando o mais velho tem o intelecto e o mais jovem tem toda a alegria, a esperança e o brilho da vida à sua frente. Que as coisas deveriam ser assim o mundo não entende. O mundo zomba desse amor e às vezes expõe alguém ao ridículo por causa dele.”

Essas foras as palavras de Wilde em seu primeiro julgamento, em 26 de abril de 1895.

Ainda assim, a poesia estava em suas veias e escreve mais duas obras: “A Balada do Cárcere de Reading“, baseado na execução do ex-sargento Charles T. Woolridge dentro da Prisão de Reading e “De Profundis”, uma longa carta ao Lord Douglas.

Wilde era o prisioneiro C-33 do presídio de Reading. E, enquanto estava preso, mais especificamente no ano de 1896, aconteceu um fato curioso: naquela madrugada de 3 de fevereiro, ele diz ter uma visão. Era o espírito de sua mãe que aparecia para ele. “Eu a convidei para sentar, mas ela só balançou a cabeça”, disse o escritor.  No dia seguinte, ele recebe a notícia da morte de sua mãe.

Foi libertado em 19 de maio de 1897 e transferiu-se para a França, onde adotou o pseudônimo de Sebastian Melmouth, usando esse nome inclusive para o seu registro no Hotel d´Alsace, onde passou a maior parte do resto dos seus dias. Mesmo após sua libertação, continua a manter contato com Lord Douglas, mas, sua relação já não era mais tão íntima. E, mesmo antes do julgamento, haviam dúvidas sobre o tamanho da intimidade entre os dois.

Após toda essa decadência, mais física, econômica do que moral, conhece a pobreza, e tudo o que de pior ela pode trazer. Vive isolado em hotéis baratos, destruindo-se através do absinto, cuja cor lhe rendeu frases célebres.

Não mais veria seus filhos, que chegaram a ter a atitude absurda de trocar de nomes, visto á vergonha que seu pai teria “impingido” ás suas vidas. Sua ex-mulher morreria em 1899.

Oscar Wilde, espirituoso e brilhante escritor, morreu de meningite e uma infecção no ouvido chamada “cholesteotoma” (doença muito comum antes do advento dos antibióticos) em um quarto barato de um hotel de Paris, ás 9 hrs 50 mins do dia 30 de novembro de 1900. Morreu sozinho, mas, não desmoralizado, pois havia deixado insubstituível obra que, mesmo depois de 1 século, ainda é admirada e relembrada, tamanho á sua genialidade.

Suas últimas palavras foram “Esse papel de parede é horrível! Alguém precisa trocá-lo!”, referindo-se ao papel de parede do quarto de hotel onde se encontrava.

Foto do túmulo de Oscar Wilde no Cemitério Père Lachaise, Paris
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Wilde está sepultado no cemitério Père Lachaise, o mais célebre de Paris, onde estão os túmulos de outras 105 grandes personalidades do mundo, como Balzac, Chopin, Alan Kardec, La Fontaine e Molière. Seu túmulo fica no número 83 da Avenue Carette, entre a Transversal 3 e a Avenue Circulaire. Porém, esse não é o lugar onde ele foi inicialmente enterrado. Em 1900, ele foi sepultado no pequeno cemitério de Bagneux. As únicas pessoas que compareceram ao seu enterro foram seu amigo Robert Boss, que certa vez fez divulgação de alguns manuscritos de Wilde e Lord Douglas.

Lord Douglas, ironicamente, arca com todas as despesas do funeral do escritor e depois disso, casa-se, porém, não foi feliz em sua nova união, separando-se mais tarde. Sua vida pregressa com Oscar Wilde o impede de ter a custódia dos filhos.

Ele acaba seus dias ainda rememorando a lembrança do escritor; recordações que deixa evidente em seu livro de memórias, escrito em 1938, Without Apology (Sem Desculpas), onde faz um balanço de toda a sua vida.

A obra

Wilde foi grande porque conseguiu escrever para todos as formas de expressões em palavras. Embora pouco conhecido em algumas, mesmo assim, escreveu para elas. Em seu único romance, O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde trata da arte, da vaidade e das manipulações humanas. Aliás, é considerado por muitos de seus leitores, como sua maior obra-prima, sendo rica em diálogos.

Já em novelas escritas por ele, como a maioria de todos seus escritos, Wilde criticava o patriotismo da sociedade. Isso fica claro na novela O Fantasma de Canterville.

Em seus contos infantis sempre tratou da criança que vive em cada um de nós, com lições de moral na sua mais bela e pura forma com linguagens simples. O Filho da Estrela (ver em Ligações Externas), é exemplo disso.

No teatro, escreveu nove dramas, que inclusive fizeram sucesso na época.

Wilde poeta usou a poesia simplesmente talvez para ampliar sua sensibilidade para as artes, embora não seja muito conhecido nesse campo. É recomendado ler Rosa Mystica, Flores de Ouro.

Frases

  • Sempre há algo de extremamente sórdido nas tragédias alheias.
  • O descontentamento é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.
  • O egoísmo não consiste em vivermos conforme os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da mesma forma que nós gostaríamos. O altruísmo em deixarmos todo mundo viver do jeito que bem quiser.
  • A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.
  • Quanto mais o homem fala de si mais deixa de ser ele mesmo. Mas deixe que se esconda por trás de uma máscara e então ele contará a verdade.
  • Cada vez que um homem faz algo completamente idiota, é sempre pelas mais nobres das razões.
  • A moda é uma variação tão intolerável do horror que tem de ser mudada de seis em seis meses.
  • Nos melhores dias da arte não existiam os críticos de arte.
  • Um cínico é um homem que sabe o preço de tudo e o valor de nada.
  • Estamos todos na sarjeta mas alguns estão olhando para as estrelas.
  • Cínico é aquele que conhece o preço de tudo mas não reconhece o valor de nada.
  • Só as pessoas fúteis não fazem julgamento baseado na aparência. O verdadeiro mistério do mundo são as coisas visíveis, não as invisíveis.
  • As mulheres são feitas para serem amadas, não para serem compreendidas.
  • Bigamia é ter uma esposa a mais. Monogamia é a mesma coisa.
  • A ambição é o último refugio do fracasso.
  • Nunca são indiscretas as perguntas. São-no às vezes as respostas.
  • Experiência é o nome que costumamos dar aos nossos erros.
  • Porque será que tudo o que é bom, ou engorda ou é pecado?
  • Acreditamos no impossível, mas não acreditamos no improvável.
  • Perdoa sempre os teus inimigos; nada os deixa tão contrariados.
  • É absurdo dividir as pessoas em boas ou más. As pessoas ou são simpáticas ou chatas.
  • Dar bons conselhos – as pessoas gostam de dar o que mais necessitam. Considere isso a mais profunda generosidade.
  • A melhor maneira de tornar as crianças boas é torna-las felizes.
  • Uma idéia que não é perigosa não merece nem mesmo ser chamada de idéia.
  • A música cria para nós um passado que ignorávamos e desperta em nós tristezas que tinham sido dissimuladas às nossas lágrimas.
  • Só as pessoas fúteis não fazem julgamento baseado na aparência. O verdadeiro mistério do mundo são as coisas visíveis, não as invisíveis.
  • As mulheres são feitas para serem amadas, não para serem compreendidas.
  • Bigamia é ter uma esposa a mais. Monogamia é a mesma coisa.
  • A ambição é o último refugio do fracasso.
  • Nunca são indiscretas as perguntas. São-no às vezes as respostas.
  • Experiência é o nome que costumamos dar aos nossos erros.
  • Porque será que tudo o que é bom, ou engorda ou é pecado?
  • Acreditamos no impossível, mas não acreditamos no improvável.
  • Perdoa sempre os teus inimigos; nada os deixa tão contrariados.
  • É absurdo dividir as pessoas em boas ou más. As pessoas ou são simpáticas ou chatas.
  • Dar bons conselhos – as pessoas gostam de dar o que mais necessitam. Considere isso a mais profunda generosidade.
  • A melhor maneira de tornar as crianças boas é torná-las felizes.
  • As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros.
  • Fazei com que vossa língua não vá além do vosso pensamento.
  • O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora: o que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas.
  • Trabalho é o refúgio dos que não têm nada para fazer.
  • Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.
  • Os jovens, hoje em dia, imaginam que o dinheiro é tudo e, quando ficam velhos, descobrem que é isso mesmo.
  • O descontentamento é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.
  • Escolho os meus amigos pela sua boa apresentação, os meus conhecidos pelo seu bom caráter e os meus inimigos pela sua boa inteligência. Um homem não pode ser muito exigente na escolha dos seus inimigos.
  • A vida é o que acontece enquanto estamos pensando em outra coisa.
  • Só os medíocres dão o melhor de si o tempo todo.
  • Somente uma pessoa extremamente superficial pode achar o supérfluo desnecessário.
  • O descobrimento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação
  • O segredo da vida está na arte.
  • Viver é a coisa mais rara do mundo. A maior parte das pessoas não faz mais do que existir.
  • A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte.
  • Toda a mulher acaba por ficar igual à sua própria mãe. Essa é a sua tragédia. Nenhum homem fica igual à sua própria mãe. Essa é a sua tragédia.
  • Nunca confie na mulher que diz a verdadeira idade, pois se ela diz isso… Ela é capaz de dizer qualquer coisa.
  • Demasiada maquiagem e muito pouca roupa para vestir é sempre um sinal de desespero para a mulher.
  • Os homens não sabem dar valor às suas próprias mulheres. Isso deixam para outros.
  • O amor das mulheres casadas é o mais digno do mundo, só que os próprios casais não sabem disso.
  • Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe
  • Só os medíocres dão o melhor de si o tempo todo.
  • Apenas as pessoas que já perderam totalmente a memória publicam suas memórias.
  • A verdade jamais é pura e raramente é simples.
  • As mulheres dão aos homens o ouro de suas vidas. Mas invariavelmente o querem de volta, em dinheiro trocado.
  • A vida é o que acontece enquanto estamos pensando em outra coisa.
  • Quando alguém está apaixonado, começa enganando a si mesmo, e acaba enganando os outros.
  • Uma obra de arte é o resultado excepcional de um temperamento excepcional.
  • Acredito em qualquer coisa, contanto que seja inacreditável.
  • Só as pessoas superficiais conhecem bem a si próprias.
  • O homem é um animal racional que sempre perde a calma quando o chamam a agir racionalmente.
  • A ambição é o último recurso do fracassado.
  • É difícil acreditar que uma pessoa esteja dizendo a verdade quando se sabe que você mentiria se estivesse no lugar dela.
  • Experiência é o nome que nós damos aos nossos próprios erros.
  • Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas não faz mais do que existir.
  • Para ser popular é necessário ser uma mediocridade.
  • Existem apenas duas tragédias no mundo. Uma é não conseguir o que se quer; a outra é conseguir.
  • O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.
  • Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza.
  • Um livro não é moral ou imoral. É bem ou mal escrito. Eis tudo.
  • Amar é superar-se.
  • As piores obras são sempre as que são feitas com as melhores intenções.
  • Nenhum homem é rico o suficiente para comprar seu passado.
  • O mal de fazer sugestões inteligentes é que se corre o risco de ter de levá-las a cabo.
  • Nós todos necessitamos de amigos, às vezes.
  • Para escrever só existem duas regras: ter algo a dizer e dizê-lo.
  • Os solteiros ricos deviam pagar o dobro de impostos. Não é justo que alguns homens sejam mais felizes do que os outros.
  • O único encanto do casamento é que ele torna a vida uma decepção absolutamente necessária para ambas as partes.
  • As mulheres começam por resistir aos avanços de um homem e terminam por bloquear a sua retirada.
  • As mulheres não bonitas estão sempre ciumentas dos seus maridos; as bonitas nunca! Não têm tempo. Estão sempre ocupadas com o ciúme em relação aos maridos das outras mulheres.
  • A gente sempre destrói aquilo que mais ama. Os covardes destroem com um beijo; os valentes, com a espada.
  • Amar a si mesmo é o inicio de um amor para toda a vida.
  • Moderação é uma coisa fatal; nada é tão bem-sucedido quanto o excesso.
  • Educação é uma coisa admirável. Mas é sempre bom lembrar, de tempos em tempos, que nada daquilo que realmente vale a pena saber pode ser ensinado.
  • Freqüentemente tenho longas conversas comigo mesmo, e sou tão inteligente que algumas vezes não entendo uma palavra do que estou dizendo.
  • Tenho o mais simples dos gostos. Só me contento com o melhor.
  • O dever é o que esperamos do comportamento dos outros.

Cronologia

1874- Ganha a medalha de Ouro de Berkeley por seu trabalho em grego sobre os poetas helenos no Trinity College.

1876- Ganha o prêmio em literatura grega e latina, no Magdalen College. Publica sua primeira poesia, versão de uma passagem de As Nuvens de Aristófanes, intitulada O coro das Virgens das Nuvens.

1878- Ganha o prêmio Newizgate, com seu poema Ravenna, escrito em março desse ano.

1879- Phèdre, sob o título A Sara Bernhardt, é publicado no The Word.

1880- Escreve o drama em cinco atos Vera, ou Os Niilistas, sobre o niilismo na Rússia.

1881- Publica em julho a primeira edição de Poemas, coligidos por David Bogue.

1883- Em Paris termina sua tragédia A Duquesa de Pádua.

1887-89- Trabalha como editor de The Woman’s World.

1888- Publica O Príncipe Feliz e Outras Histórias, contos de fadas.

1889- Publica O Retrato do Sr. W.H., baseado no mistério criado em torno do protagonista e do autor dos Sonetos de Shakespeare, sendo recebido de forma hostil pela crítica.

1890- A primeira versão de O Retrato de Dorian Gray é publicada no Lippincott’s Monthly Magazine.

1891- O ensaio A Alma do Homem sob o Socialismo é publicado no The Fortnightly Review. Publica a versão revisada de O Retrato de Dorian Gray. Também publica Intentions, Lord Arthur Savile’s Crime and Other Stories e A house of Pomegranates.

1892- Estréia com grande sucesso no St. James Theatre, de Londres, O Leque de Lady Windermere. Sarah Bernhardt ensaia em Londres Salomé, peça em um ato escrita em francês, sobre a morte de São João Batista, cuja estréia, à última hora, é proibida por apresentar personagens bíblicos.

1893- Salomé é bem recebida quando produzida em Paris e Berlim. Uma mulher sem importância é montada em Londres, também com êxito, e O Leque de Lady Windermere é publicado.

1894- Edição de Salomé em Londres, com ilustrações do desenhista Audrey Bearsdley. Publica Uma Mulher sem importância e o poema A Esfinge que não obteve sucesso.

1895- As peças Um marido ideal e A Importância de ser fervoroso são montadas em Londres com êxito total. Em 27 de maio deste ano Oscar Wilde é preso, primeiro na Prisão de Pentoville, depois na de Wandsworth. Ainda em maio, o ensaio A Alma do Homem sob o Socialismo é publicado em livro. A 13 de novembro é transferido para a Prisão de Reading, na cidade do mesmo nome, onde ficará até o final de sua sentença.

1896- Salomé é representada em Paris, tendo Sarah Bernhardt no papel principal. Em 7 de julho é executado na Prisão de Reading o ex-sargento Charles T. Woolridge, cuja morte inspira Oscar Wilde ao seu maravilhoso poema A Balada do Cárcere de Reading.

1897- Ainda na prisão, Oscar Wilde escreve De Profundis, uma longa carta a Lorde Douglas. Sai da Prisão e em 28 de maio, aparece no Daily Chronicle, sua primeira carta sobre o regime penitenciário britânico, sob o título O Caso do Guarda Martin.

1898- Publica A Balada do Cárcere de Reading e escreve outra longa carta ao Daily Chronicle sobre as condições carcerárias.

1899- A Importância de Ser Fervoroso e Um marido ideal são publicados em livro.

1900- Em 30 de novembro morre Oscar Wilde vítima de meningite.

Obra atribuída

Teleny, ou o reverso da medalha (Teleny, or The Reverse Side of the Medal), 1883, autor anônimo, mas atribuído a Oscar Wilde

*****

Desobediência: Virtude Original do Homem
Extraído da Obra “A Alma do Homem Sob o Socialismo”, de 1891

Pode-se até admitir que os pobres tenham virtudes, mas elas devem ser lamentadas. Muitas vezes ouvimos que os pobres são gratos à caridade. Alguns o são, sem dúvida, mas os melhores entre eles jamais o serão. São ingratos, descontentes, desobedientes e rebeldes – e têm razão. Consideram que a caridade é uma forma inadequada e ridícula de restituição parcial, uma esmola, geralmente acompanhada de uma tentativa impertinente, por parte do doador, de tiranizar a vida de quem a recebe.

Por que deveriam sentir gratidão pelas migalhas que caem da mesa dos ricos? Eles deveriam estar sentados nela e agora começam a percebê-lo. Quanto ao descontentamento, qualquer homem que não se sentisse descontente com o péssimo ambiente e o baixo nível de vida que lhe são reservados seria realmente muito estúpido.

Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem. O progresso é uma conseqüência da desobediência e da rebelião. Muitas vezes elogiamos os pobres por serem econômicos. Mas recomendar aos pobres que poupem é algo grotesco e insultante. Seria como aconselhar um homem que está morrendo de fome a comer menos; um trabalhador urbano ou rural que poupasse seria totalmente imoral. Nenhum homem deveria estar sempre pronto a mostrar que consegue viver como um animal mal alimentado. Deveria recusar-se a viver assim, roubar ou fazer greve – o que para muitos é uma forma de roubo.

Quanto à mendicância, é muito mais seguro mendigar do que roubar, mas é melhor roubar do que mendigar. Não! Um pobre que é ingrato, descontente, rebelde e que se recusa a poupar terá, provavelmente, uma verdadeira personalidade e uma grande riqueza interior. De qualquer forma, ele representará uma saudável forma de protesto. Quanto aos pobres virtuosos, devemos ter pena deles mas jamais admirá-los. Eles entraram num acordo particular com o inimigo e venderam os seus direitos por um preço muito baixo.

Devem ser também extraordinariamente estúpidos. Posso entender um homem que aceita as leis que protegem a propriedade privada e admita que ela seja acumulada enquanto for capaz de realizar alguma forma de atividade intelectual sob tais condições. Mas não consigo entender como alguém que tem uma vida medonha graças a essas leis possa ainda concordar com a sua continuidade.

Entretanto, a explicação não é difícil, pelo contrário. A miséria e a pobreza são de tal modo degradantes e exercem um efeito tão paralisante sobre a natureza humana que nenhuma classe consegue realmente ter consciência do seu próprio sofrimento. É preciso que outras pessoas venham apontá-lo e mesmo assim muitas vezes não acreditam nelas. O que os patrões dizem sobre os agitadores é totalmente verdadeiro. Os agitadores são um bando de pessoas intrometidas que se infiltram num determinado segmento da comunidade totalmente satisfeito com a situação em que vivem e semeiam o descontentamento nele.

É por isso que os agitadores são necessários. Sem eles, em nosso estado imperfeito, a civilização não avançaria. A abolição da escravatura na América não foi uma conseqüência da ação direta dos escravos nem uma expressão do seu desejo de liberdade. A escravidão foi abolida graças a conduta totalmente ilegal de agitadores vindos de Boston e de outros lugares, que não eram escravos, não tinham escravos nem qualquer relação direta com o problema. Foram eles, sem dúvida, que começaram tudo.

É curioso lembrar que dos próprios escravos eles recebiam pouquíssima ajuda material e quase nenhuma solidariedade. E quando a guerra terminou e os escravos descobriram que estavam livres, tão livres que podiam até morrer de fome livremente, muitos lamentaram amargamente a nova situação. Para o pensador, o fato mais trágico da revolução francesa não foi o de que Maria Antonieta tenha sido morta por ser rainha, mas que os camponeses famintos da Vendée tivessem concordado em morrer defendendo a causa do feudalismo.

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração, Tecnologia da Informação e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, USA. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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9 comments on “Oscar Wilde – Escritor – Poeta – Dramaturgo
  1. virgínia fulber além mar disse:

    parabéns pelo excelente trabalho, grata

  2. jane disse:

    q legal gostei de saber mais sobre oscar wilde suas obras são maravilhosas

  3. maria julia disse:

    eu gostei muito decompartilhar esse trabalho eu fiz o trabalho de biologia sertinho parabens avc shahshasahshahshashah

  4. Jeziel disse:

    Muito bom!! Minha prova de ingles hoje eh sobre a biografia dele. O texto me ajudou bastante.

  5. Maria Eduarda disse:

    Muito bom , o texto ajudou muito no meu trabalho de Inglês , que era sobre o biografia dele !

  6. Priscila disse:

    Excelente biografia!!
    Muito completa e organizada. Só achei que faltou falar sobre a história pessoal de Wilde, que por sinal é muito triste e suas famosas citações.
    Mas eu adorei e me ajudou muito na prova de inglês.

  7. marcos chaves disse:

    É uma figura fascinante e sem dúvida um dos maiores poetas de todos os tempos, com a sua visão aguçada da vida a sua obra é atual e universal ,parabéns Oscar Wilde!

  8. Daniela silva disse:

    Eu estou estudando sobre a história dele e suas obras etá sendo muito divertido

  9. Thifany disse:

    Maravilhoso adorei!

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