José Wilker – Ator, diretor, narrador, apresentador e crítico de cinema

José Wilker

fotos de Jose Wilker

José Wilker de Almeida
* Juazeiro do Norte, Ceará, 20 de agosto de 1947 d.C.
+ Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 05 de abril de 2014 d.C

Filho de Severino Almeida, um caixeiro viajante, e de Raimunda Almeida, dona de casa, José Wilker nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1944 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife.

Aos 13 anos, inscreveu-se na disputa por uma vaga como locutor da TV Rádio Clube, no Recife. Com timbre incerto pela puberdade, não foi selecionado para os microfones, mas conseguiu chegar à figuração em encenações de teleatro do canal, que o levaram a investir na carreira sobre os palcos. Através do Movimento Popular de Cultura do Partido Comunista, estudou teatro e trabalhou em direção e produção de montagens no sertão.

A mudança para o Rio de Janeiro, em 1967, tinha motivação ideológica: aos 19 anos, José pretendia estudar sociologia.

No Rio de Janeiro, onde estudou interpretação com o cineasta sueco Arne Sucksdorff.
Em 1967, se sentiu cansado do teatro e começou a estudar sociologia. Porém, abandonou o curso da Pontifícia Universidade Católica e voltou a dedicar-se à dramaturgia. Iniciou então sua história de apresentações marcantes com a peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” (1970), que lhe rendeu seu primeiro Prêmio Molière de Melhor Ator.

No ano seguinte, Wilker estreou na Rede Globo no programa “Caso Especial”. A partir daí foram dezenas de trabalhos na emissora, tanto como ator quanto como diretor. Só novelas foram 29.

Em 1972, Wilker pediu demissão da Globo após o diretor da novela em que trabalhava, “O Bofe”, ser substituído devido à baixa audiência. Seu personagem morreu com um ataque de riso, mas um ano depois lá estava o ator novamente fazendo “Cavalo de Aço”.

Seu primeiro filme foi em 1965, A Falecida com uma participação não creditada, o filme ainda contava com Fernanda Montenegro como protagonista. Em 1979, esteve no elenco do filme Bye Bye Brasil e em 1985, no elenco de O Homem da Capa Preta.

Estreou nas telenovelas em 1971, em Bandeira 2, de Dias Gomes, na TV Globo. Fez muito sucesso com a novela Roque Santeiro na qual deu vida ao personagem-título junto com Regina Duarte e Lima Duarte. Entre 1997 e 2002, dirigiu boa parte dos episódios do Sai de Baixo6 , além de ter participado de um dos episódios do programa (Ghost Não Se Discute), em 1997.

O ator encarnou o personagem que mais marcou sua carreira na TV: Roque Santeiro, na novela de mesmo nome. Sátira política com crítica religiosa, o folhetim bateu recordes de audiência.

Na esteira do sucesso de “Roque Santeiro”, José Wilker foi para a Manchete, onde atuou e dirigiu duas novelas na sequência, e voltou para a Globo. Na emissora carioca, o ator também dirigiu o humorístico “Sai de Baixo” desde a sua estreia, em 1996.

Em 2002, viveu o seu primeiro personagem homossexual na televisão em “Desejos de mulher”.

Interpretou personagens célebres na televisão, como Giovanni Improtta, na telenovela Senhora do Destino e o ex-presidente Juscelino Kubitschek na minissérie JK. Em 2012 cai na boca do povo com o personagem Jesuíno Mendonça na telenovela Gabriela. O personagem foi marcado pelo bordão “Vou lhe usar”, que se tornou febre nas redes sociais7 . No ano seguinte narra a chamada da telenovela Amor à Vida, e no meio da trama entra no elenco como a personagem Herbert.

Entre seus papéis mais marcantes no cinema estão Tiradentes, no filme Os Inconfidentes, de 1972; Vadinho, do recorde de bilheteria nos cinemas Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976; o político Tenório Cavalcanti de O Homem da Capa Preta, de 1986 e Antônio Conselheiro, de Guerra de Canudos, de 1997 entre muitos outros.

José Wilker teve as filhas Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a atriz Mônica Torres e teve um relacionamento com Guilhermina Guinle entre 1999 e 20068 . Seu último casamento foi com a jornalista Claudia Montenegro.

Amante de cinema, possuía aproximadamente quatro mil fitas em casa. Mostrou ao público essa faceta assinando uma coluna semanal sobre o assunto no Jornal do Brasil e fazendo comentários de filmes nos canais de televisão por assinatura Telecine da Globosat. Era também comentarista oficial da transmissão da premiação do Oscar da Rede Globo, além de apresentar o programa Palco & Platéia, que é transmitido pelo Canal Brasil. Wilker foi ainda diretor-presidente da Riofilme – distribuidora de filmes do município do Rio de Janeiro.

Entrevista de Wilker no RCB – Revista do Cinema Brasileiro
25 de abril de 2012


Descendente de holandeses, o currículo amoroso do ator também é extenso. Wilker foi casado durante 12 anos com a psicóloga Elza Maria Barros da Rocha Pinto.

Após o divórcio, viveu oito anos com a atriz Renée de Vielmond, com quem teve uma filha, Mariana. Após o fim do relacionamento, Wilker ficou onze anos com a atriz Mônica Torres, mãe de sua segunda filha, Isabel.

O ator morreu no dia 5 de abril de 2014, aos 69 anos, vítima de infarto. O corpo do ator foi velado durante a noite do dia 5 de abril de 2014 no Teatro Ipanema onde iniciou sua carreira, e seu corpo cremado no Cemitério Memorial do Carmo no dia 6 de abril de 2014, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos no Rio de Janeiro.


Abertura  e cenas da novela Anjo Mau de 1976, apresentada pela Rede Globo de televisão. com Suzana Vieira, José Wilker, Luiz Gustavo, René de Vielmond, José Lewgoy e outros.

Bráulio Pedroso escreveu a novela experimental ‘O Bofe‘, em 1972, pela Rede Globo.

Considerada um fracasso de audiência, não por suas deficiências técnicas, mas por seu enredo ter sido ignorado e não compreendido pelo grande público.

A novela entrava no ar às 10 da noite, e contava diversas histórias inusitadas e curiosas, fazendo alusão ao high-society brasileiro.

Com um tom de crítica e escárnio, os personagens pobres desempenhavam os costumes normais dos ricos, apontando assim o absurdo das cenas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Todas as outras tramas tinham o mesmo raciocínio crítico e jocoso.

O bofe (gíria que significava ‘homem dessarumado, grosseirão’) era o ator Cláudio Marzo, que abandonava os antigos papéis de galã, que o consagraram.

No elenco dessa louca história, ainda estavam Jardel Filho, Betty Farias, Cláudio Cavalcanti, Ziembinsky (interpretando uma velha polonesa, primeiro travestido da televisão brasileira), José Wilker, Ilka Soares, entre outos.

fotos antigas de josé wilker

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fotos inéditas josé wilker

Tema de abertura da novela “Cavalo de aço“, exibida na Rede Globo em 1973 as 20 horas com Tarcísio Meira, Glória Menezes, Betty Faria, Ziembinski, Renata Sorrah, José Wilker e Carlos Vereza entre outros.

Música: Cavalo de aço – Guto e Coral Som Livre.


Depoimentos sobre José Wilker

Wilker na alma do povo
Por Orlando Senna

Conheci José Wilker em 1962, ambos muito jovens, no curso de cinema do sueco Arne Sucksdorff promovido pelo governo brasileiro e pela Unesco e organizado por Arnaldo Carrilho, o grande diplomata que estava levando o nascente Cinema Novo para o mundo. O curso de Arne aconteceu no Rio de Janeiro e era destinado aos garotos que estavam começando a fazer cinema em várias regiões do Brasil (só meninos, as meninas dessa geração ainda não tinham acesso ao fazer cinematográfico). Foi a nossa escola de cinema. Ele vinha de Pernambuco, eu da Bahia, ficamos amigos.

Quinze anos depois dessa aventura carioca e juvenil, em 1977, convidei-o para outra aventura, dessa vez fazer um filme em Lençóis, na Chapada Diamantina, minha terra, onde sua personagem se chamava José e era uma estrela da televisão. A essa altura ele já era, na vida real, uma grande estrela da TV. E Lençóis era uma pequena cidade decadente, a extração de diamantes chegando ao fim, sem hotel, sem telefone, a caprichada arquitetura do século XIX em ruínas. E a história do filme, Diamante bruto, é a de um menino desse lugar que emigra para o sul, se transforma em estrela de TV e retorna anos depois em busca de uma paixão de infância: uma menina, agora mulher, negra, pobre, garimpeira (interpretada por Gilda, uma nativa belíssima, escolhida pela população para fazer a personagem).

Wilker se entregou de corpo e alma ao trabalho com os não atores, com as pessoas da cidade que contracenaram com ele — e integrou-se à comunidade de maneira carinhosa, aberta e profunda. Conversava horas e horas com os garimpeiros, buscava os anciãos para ouvir sua sabedoria, organizou uma Marujada (dramatização popular) com as crianças. A comunidade se apaixonou por ele. Sem que qualquer um de nós que fizemos o filme nos desse conta ou imaginássemos, quis o destino que Diamante bruto se transformasse na alavanca para tirar Lençóis da decadência: a população, assentada na autoestima proporcionada pelo cinema, começou a inventar coisas, a buscar soluções, a se agitar e o resultado foi um mudança radical na sua economia, saltando do extrativismo do diamante escasso para o fascinante polo turístico que é hoje.

Em 2005, no documentário Brilhante, da Conceição Senna, sobre esse fato surpreendente de um filme mudar uma comunidade, Wilker fala de seu espanto diante disso, da sua química com Gilda (a não atriz que ganhou um prêmio de interpretação no Festival de Gramado) e da sua relação com os nativos. E os nativos falam, encantados, sobre o astro da TV que os ajudou a materializar a mágica da transformação.

Quando Wilker deixou de viver fisicamente, na semana passada, imediatamente comecei a receber mensagens emocionadas dos habitantes de Lençóis. Não apenas dos que conviveram com ele em 1977, mas também dos mais jovens, que sabem por informação e genética da importância da estrela na virada existencial da comunidade. Fui ao facebook e lá estavam muitas postagens dos meus conterrâneos. “Conheci Wilker aos nove anos de idade, quando protagonizava Diamante bruto, brincava com todo mundo, dançava Marujada, ia para os rios, um nordestino bacana.” “Recordo da simplicidade, da simpatia e do carisma do Wilker, que assim conquistou os moradores de Lençóis.” “O processo perene de lapidação terrena. Consola-nos saber que os diamantes brutos estão fadados à lapidação.” “A morte do Wilker mexeu com todos os lençoenses.”

Voltou a Lençóis algumas vezes para desfrutar a cidade (“virou uma metrópole”, exagerava) e sua gente, beber uma pinga com os velhos garimpeiros, tomar um banho de cachoeira. A última vez que nos encontramos, faz pouco tempo, estava planejando outra viagem a Lençóis. Não houve tempo, mas Lençóis não precisa chorar por isso pois Wilker nunca abandonou realmente Lençóis, como Lençóis jamais se afastou dele. Pelo contrário, ele é parte da alma da cidade.

Filha de José Wilker, a modelo Isabel compartilhou uma foto no Facebook ao lado do pai: “Só tenho amor, muito amor, e agora saudades, sempre. Obrigada a todos pelo carinho”.

Cleo Pires compartilhou uma foto em que Wilker segura seu rosto. Emocionada, a atriz só legendou: “Zé”.

Aguinaldo Silva contou, através do Twitter, que José Wilker era cotado para sua próxima novela, “Falso Brilhante”. “José Wilker era nossa alternativa para o personagem que Dan Stolbach talvez não possa fazer. Eu o conhecia desde 1961, vivíamos no Recife. Fizemos dezenas de trabalhos juntos. Era jovem demais pra morrer! Sem José Wilker ficamos menores e mais pobres”, afirma Aguinaldo. “Estou triste. Morri um pouco. Não sei o que dizer!”.

Paloma Bernardi: “Poxa! Mais um ícone se vai… Eternos aplausos para essa estrela que agora brilha no céu!”.

Carol Castro: “Estou muito triste e chocada com a ‘passagem’ do Wilker. Grande perda. Um gênio, um mestre. Que descanse em paz… Fará muita falta. Muita!”.

Paula Braun: “Zé morreu. Um grande amigo, uma pessoa querida e especial na minha vida. Perdemos um dos bons, inteligência e sensibilidade. Triste demais. O Zé foi a pessoa que me incentivou a escrever e dirigir há uns 6 anos atrás. Agradeço eternamente”.

Rodrigo Andrade: “Não tem o dizer só pedir que Deus conforte a família. É uma dor, acabou com meu final de semana. Não tô acreditando, não sei nem o que dizer sobre a morte do Wilker. Sempre fui fã e me tornei amigo dele quando fizemos ‘Gabriela'”.

Giovanna Lancelotti: “Ainda em choque com o que acabei de ler.. Que perda, meu Deus! Tive a honra de trabalhar com esse mestre 2 vezes e vou falar que é admirável sua generosidade e cumplicidade em cena. Um ator completo que fez história na dramaturgia brasileira e com certeza fará MUITA falta. Que descanse em paz e deixo aqui registrado meu eterno agradecimento e admiração por todos os conselhos e momentos que passamos juntos”.

Débora Secco: “José Wilker, grande ator, grande colega, uma vez meu pai… Quanta saudade você vai deixar! Quanto aprendizado você deixou! Pra sempre no meu coração”.

Angélica: “Encontros sempre alto astral! Papo inteligente, generoso, muito enriquecedor estar ao seu lado… Vá em paz!”

Fabiana Karla: “Fico feliz de ter bebido um pouco da sua fonte.Vai com Deus”.

Mel Maia: “Meu ídolo. consegui falar para ele… Com certeza vai ser guiado pelo AMOR”.

Rômulo Neto: “Grande artista , grande história de vida….. UM GRANDE HOMEM !!!”.

Murilo Rosa: “Um dos artistas mais brilhantes da nossa história, uma referência. Um ator que tinha a capacidade de transformar a nossa profissão em algo ainda mais especial. Acho que todo ator mais jovem gostaria de ser como ele. Cinema, teatro, televisão, ele fez tudo! Descanse em paz, mas você sempre será um ganho pra todos nós e nunca uma perda, vc esta aí, pra sempre”.

Eva Wilma: “Agradeço a alegria de ter convivido com ele. Eu tenho certeza de que ele fica para sempre nos nossos corações, na nossa memoria. Deixou coisas humor, talento, inteligência. O que dói é porque ele tinha projetos maravilhosos, inclusive um maravilhoso, para enrevistar atores. Tive prazer de partilhar do brilhantismo dele. Cheio de inteligência, brilhantismo. Foi uma troca muito importante na minha formação”.

Tatá Werneck: “Estou profundamente triste e chocada”.

Sonia Braga: “Meu querido amigo, para sempre! Conheci o Wilker quando fui para o Rio com a peça ‘Hair’, em 1969, e me apaixonei loucamente por aquela pessoa linda. E por toda a minha vida continuei o amando intensa e platonicamente. Wilker sempre foi e continuará sendo um dos meus melhores e mais queridos amigos”.

Rosamaria Murtinho: “A gente gravava muito e era muito divertido. Ele era um colega muito irônico, fazia piadas do próprio texto nos ensaios. Era muito engraçado”.

Rita Guedes: “Soube agora que o José Wilker nos deixou. Perdemos um grande ator e pessoa maravilhosa. Que esteja em Paz!”

Emanuelle Araújo: “Como assim o Zé se foi? Puxa”.

Thaíssa Carvalho: “Nossa arte esse ano está levando duros golpes”.

Amaury Jr: “Não acredito que José Wilker nos deixou. Que Deus o tenha”

Antonia Fontenelle: “Minha homenagem e desejo de muita luz pro querido Zé Wilker! Obrigada Zé por toda sua importância no nosso cenário cultural. Obrigada pelas suas palavras quando me dizia segure firme, seja forte e valente e lembre se: ‘Nunca atravesse o túnel, pra voltar é mais difícil’ rs”

David Brazil: “Poooooooooooxa!!! E o FELOMENAL ZÉ nos deixou! Que descanse em paz e obrigado pelos poucos mais ótimos momentos juntos!”


Cena antológica do filme Dona Flor e seus dois maridos, baseado na obra de Jorge Amado
Mauro Mendonça, Sônia Braga e José Wilker

José Wilker,Dona Flor e seus dois maridos,1976,Sonia Braga,Jorge Amado,Mauro Essa cena encerra o filme com os trio descendo a ladeira do pelourinho, em Salvador, BA.
Nessa cena gravada em meio aos moradores do local, Wilker, que interpreta o personagem Vadinho, caminha completamente nu.

Logo após, em entrevista, José Wilker revelou que acreditava no fracasso de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), maior bilheteria da história antes da retomada do cinema nacional, com mais de 10 milhões de espectadores. O ator protagonizou o filme com Mauro Mendonça e Sônia Braga


José Wilker – Retorno de Roque Santeiro – TV Globo
Música tema da novela, com Elba Ramalho

Inesquecível. Não se faz mais novela com essa qualidade de texto. Religiosidade, humor, malícia e sexualidade nas doses exatas, sem nenhuma apelação. Talvez tenha sido a melhor telenovela já levada ao ar no Brasil, por mostrar a vida, a religiosidade e as realidade do povo humilde, alegre ou triste.

Novelas

1971 – Bandeira (Zelito)
1972 – O Bofe (Bandeira)
1973 – Cavalo de Aço (Atílio)
1973 – Os Ossos do Barão (Martinho Ghirotto)
1974 – Corrida do Ouro (Fábio)
1975 – Gabriela (Mundinho Falcão)
1976 – Anjo Mau (Rodrigo)
1980 – Plumas e Paetês (Renato / Paulo)
1981 – Brilhante (Oswaldo / Sidney)
1982 – Final Feliz (Rodrigo)
1984 – Transas e Caretas (Tiago)
1985 – Roque Santeiro (Luis Roque Duarte, o Roque Santeiro)
1987 – Carmem (Camilo)
1987 – Corpo Santo (Ulisses Queiroz)
1989 – O Salvador da Pátria (João Matos)
1990 – Mico Preto (Frederico)
1993 – Fera Ferida (Demóstenes Maçaranduba da Costa)
1993 – Renascer (Belarmino – primeira fase)
1995 – A Próxima Vítima (Marcelo Rossi)
1996 – Anjo de Mim (Bianor)
1996 – O Fim do Mundo (Tião Socó)
1996 – Salsa e Merengue (Urbano)
1999 – Suave Veneno (Waldomiro Cerqueira)
2001 – Um Anjo Caiu do Céu (Tarso)
2002 – Desejos de Mulher (Ariel Britz)
2004 – Senhora do Destino (Giovanni Improtta)
2007 – Duas Caras (Francisco Macieira)
2008 – Três Irmãs (Augusto Pinheiro/Lázaro)
2011 – Insensato Coração (Umberto Brandão)
2012 – Gabriela
2012 – Amor à Vida


Programas de TV e minisséries

1971 – Caso Especial
1974 – A Cartomante
1974 – Enquanto a Cegonha Não Vem
1983 – Bandidos da Falange (minissérie – Tito Lívio)
1992 – Anos Rebeldes (minissérie – Fábio Andrade Brito)
1993 – Agosto (minissérie -Pedro Lomagno)
1996 – A Vida Como Ela É
1997 – A Justiceira
2000 – A Muralha (minissérie – Dom Diego)
2002 – O Quinto dos Infernos (minissérie – Marquês de Marialva)
2006 – JK (minissérie – Juscelino Kubitschek)
2007 – Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (minissérie – Luis Gálvez Rodríguez de Arias)
2009 – Cinquentinha (minissérie – Daniel Lopes de Carvalho)
2010 – Na Forma da Lei (Dr. Mourão)


Como diretor

1983 – Louco Amor
1984 – Transas e Caretas
1987 – Carmem
1987 – Corpo Santo
1996/2002 – Sai de Baixo


Cinema

  • 1965 – A Falecida
  • 1966 – Paixão
  • 1967 – El Justicero …. El Rato
  • 1968 – A Vida Provisória
  • 1970 – Estranho Triângulo
  • 1971 – Os Inconfidentes … Tiradentes
  • 1973 – Deliciosas Traições de Amor
  • 1974 – Amor e Medo
  • 1975 – Ana, a Libertina
  • 1975 – O Casal
  • 1976 – Confissões de uma Viúva Moça
  • 1976 – Dona Flor e Seus Dois Maridos
  • 1976 – Xica da Silva
  • 1977 – Diamante Bruto
  • 1978 – A Batalha dos Guararapes
  • 1978 – O Golpe Mais Louco do Mundo
  • 1979 – Bye Bye Brasil
  • 1980 – O Incrível Monstro Trapalhão
  • 1980 – Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende
  • 1981 – Fiebre Amarilla
  • 1981 – Los Crápulas
  • 1982 – O Rei da Vela
  • 1982 – O Bom Burguês
  • 1984 – São Bernardo
  • 1984 – Jango (filme)
  • 1985 – Fonte da Saudade
  • 1985 – O Homem da Capa Preta
  • 1986 – Baixo Gávea
  • 1986 – Besame Mucho
  • 1987 – Leila Diniz
  • 1987 – Um Trem para as Estrelas
  • 1989 – Dias Melhores Virão
  • 1989 – Mentira …. Narrador
  • 1989 – Doida Demais
  • 1989 – Solidão, uma Linda História de Amor
  • 1990 – Filha da Mãe
  • 1992 – Medicine Man
  • 1994 – Josué de Castro, Cidadão do Mundo …. Documentário Narrador
  • 1996 – Pequeno Dicionário Amoroso
  • 1996 – Delicado
  • 1997 – For All – O Trampolim da Vitória
  • 1997 – Guerra de Canudos …. Antonio Conselheiro
  • 2000 – Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão
  • 2002 – Dead In Water
  • 2002 – Banquete
  • 2003 – Maria – Mãe do Filho de Deus
  • 2003 – O Homem do Ano
  • 2004 – Onde Anda Você?
  • 2004 – Redentor
  • 2004 – Viva Sapato!
  • 2005 – O Piadista
  • 2005 – Olga Del Volga
  • 2005 – O Guia do Mochileiro das Galáxias
  • 2006 – Canta Maria …. Lampião
  • 2006 – O Sonho de Inacim
  • 2006 – O Maior Amor do Mundo
  • 2008 – Casa da Mãe Joana
  • 2008 – Sexo com amor?
  • 2008 – Romance (2008)
  • 2009 – Embarque Imediato
  • 2010 – O Bem Amado
  • 2010 – Elvis e Madona
  • 2011 – Tancredo, a Travessia (documentário) …. Narrador
  • 2011 – “Kreuko” em Mundo Invisível
  • 2011 – A Melhor Idade (curta-metragem)
  • 2013 – Giovanni Improtta (filme)
  • 2013 – Casa da Mãe Joana 2
  • 2013 – Isolados

Teatro

José Wilker (de óculos), com Fauzi Arap, Glauce Rocha, Clarice Lispector e Dirce Migliaccio conversam sobre adaptação da peça Perto do Coração Selvagem, em 1965
José Wilker,Teatro,Perto do Coração SelvagemFoto: Carlos/Cedoc/Acervo Funarte

  • 1962 – Julgamento em Novo Sol
  • 1962 – A Volta do Camaleão Alface
  • 1963 – Estórias do Mato. A Afilhada de Nossa Senhora da Conceição
  • 1965 – Chão dos Penitentes
  • 1966 – O Sr. Puntila e Seu Criado Matti
  • 1967 – O Rei da Vela
  • 1967 – A Ópera dos Três Vinténs
  • 1968 – Trágico Acidente que Destronou Tereza
  • 1969 – Antígona
  • 1969 – O Assalto
  • 1970 – O Arquiteto e o Imperador da Assíria
  • 1971 – O Rei da Vela
  • 1971 – Hoje É Dia de Rock
  • 1971 – A Mãe
  • 1972 – A China É Azul
  • 1974 – O Anti-Nelson Rodrigues
  • 1974 – Ensaio Selvagem
  • 1976 – Os Filhos de Kennedy
  • 1985 – Assim É…(Se Lhe Parece)
  • 1988 – Filumena Marturano
  • 1995 – A Maracutaia
  • 2002 – Capitanias Hereditárias
  • 2008 – A Cabra ou Quem é Sylvia?

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração, Tecnologia da Informação e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, USA. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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