Faustin von Wolffenbüttel
* Santo Ângelo, RS. – 17 de Outubro de 1940 d.C
+ Rio de janeiro, RJ. – 05 de Setembro de 2008 d.C
jornalista e escritor brasileiro
O escritor Ruy Castro, amigo de quatro décadas, definiu a falta que Wollf vai fazer:
“- Houve época no Rio em que todos os homens queriam ser Fausto Wolff. Pela inteligência e pelas mulheres que ele conquistava.”
Aos 14 anos, começou a trabalhar como repórter policial e contínuo do jornal Diário de Porto Alegre, ainda no Rio Grande do Sul.
De família humilde, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 18 anos. Trabalhou em diversas redações de jornais como “A Tribuna da Imprensa” e “O Globo”, além de ter sido um dos editores do satírico “O Pasquim”. Um crítico mordaz da política e militante da esquerda era atualmente colunista do Jornal do Brasil.
Fausto viveu dez anos na Europa, onde ensinou literatura nas Universidades de Nápoles (Itália) e Copenhague (Dinamarca). Escreveu dezenas de peças teatrais e mais de 20 livros, entre contos, poesias, ensaios e literatura infantil. Seu livro “A mão esquerda” recebeu o prêmio Jabuti em 1997. Casado com a psicanalista e escritora Mônica Tolipan, Wolff tem duas filhas e dois netos.
Também atuou em áreas diversas áreas (escreveu textos para revistas como Status, nos anos 70, apresentando programas como Fantástico e Globo Repórter) e apresentou programas na TVE, atual Rede Brasil. A notoriedade lhe trouxe muitos admiradores.
Do jornalista Hélio Fernandes, sobre Fausto Wolff
“Fausto Wolff foi injustiçado e quase ignorado em vida, principalmente por gente que nem poderia se aproximar intelectualmente dele. E na morte foi quase atropelado pelo número de pessoas importantes, que morreram ao mesmo tempo ou até no mesmo dia.
Só que Fausto Wolff como jornalista e escritor foi personagem importantíssimo. Seus livros (escritos nos intervalos das traduções que fazia para viver) eram pensados, concretizados e transformados em realidade, com espantosa e extraordinária competência.
Traduzia praticamente 1 livro por mês, recebia os direitos, vivia disso. Falava correta e correntemente alemão, norueguês, os rotineiros francês e inglês. E foi professor de literatura na Itália (Nápoles), dominando a língua admiravelmente.
Só que incomodou muita gente, tinha talento em excesso, não gostava de transigir nem de agradar, esse não é o trajeto do sucesso.
Com tudo isso, Wolff abriu e percorreu seu caminho. Foi escritor de primeiro time, jornalista sem aspas ou paetês. Não disseram isso nos obituários, merecia muito mais.”
Entre livros e traduções
Também se responsabilizou por traduções de livros, como Detonando a notícia: Como a mídia corrói a democracia americana, de James Fallows. Foi agraciado com o Prêmio Jabuti com o romance À mão esquerda.
Em áreas mais leves, também editou volumes das



