
Hélio Fernandes
* Rio de Janeiro, RJ. – 17 de Outubro de 1920 d.C
Hélio Fernandes é um jornalista brasileiro. Sua história profissional confunde-se com a própria história da Tribuna da Imprensa, jornal de que é proprietário desde 1962.

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Capa da revista O Cruzeiro onde Hélio Fernandes iniciou a carreira de jornalista
Biografia
Seu primeiro emprego foi na revista O Cruzeiro, quando tinha 13 ou 14 anos de idade, onde entrou a pedido do pai, gráfico de profissão, e lá permaneceu por aproximadamente 16 anos, junto com seu irmão mais novo Millôr Fernandes. A seguir, foi chefe da sessão de esportes do Diário Carioca, onde chegou ao cargo de secretário, semelhante ao atual editor. Quando o jornal fechou, foi ser diretor da revista Manchete.
No final do Estado Novo, em 1947, cobriu a Assembléia Constituinte de 1947, onde conhece o jornalista Carlos Lacerda, com quem teve longa relação profissional e de amizade. Trabalhou como jornalista no recém-lançado jornal Tribuna da Imprensa.
Foi assessor de imprensa de Juscelino Kubitschek durante a campanha deste à presidência da república em 1955, quando viajou por todo o pais acompanhando o candidato. Após a campanha, polêmico como sempre, volta ao jornalismo de oposição ao governo que ajudara a eleger. Trabalha também na televisão, num programa onde comenta a situação política, com sucesso.
No começo da década de 1960, Hélio Fernandes adquire o jornal Tribuna da Imprensa, fundado alguns anos antes por Carlos Lacerda agora governador do estado da Guanabara. Vários jornalistas importantes dessa época ganharam destaque com ele, como Paulo Francis e Sebastião Nery.
Jornalista sempre polêmico e com idéias de esquerda, começou a ser perseguido logo após o Golpe Militar de 1964. Foi o redator do manifesto pela Frente Ampla, lançado por Juscelino, Lacerda e João Goulart e chegou a ser candidato a deputado federal pelo MDB, mas teve seus direitos políticos cassados em 1966.
Com a violenta censura à imprensa imposta principalmente com o AI-5 em 1968, foi preso várias vezes, inclusive no DOI-CODI, foi afastado compulsoriamente do Rio de Janeiro e obrigado a passar períodos de exílio interno em Fernando de Noronha ou no Pantanal. Ao contrário de outros donos de jornal, nunca aceitou a censura e nunca deixou de tentar publicar as notícias do período. A sede do jornal chegou a ser alvo de um atentado a bomba, poucos dias antes do Riocentro, já na época final da ditadura militar, em 1981, mas no dia seguinte o jornal estava nas bancas.
Quase nonagenário (2007), Hélio Fernandes passou o comando do jornal a seu filho de mesmo nome. Seu outro filho, Rodolfo Fernandes é o editor
