Instituições Culturais – Academia Cearense de Letras

Academia Cearense de Letras

Blog Vida e Obra - Academia Cearense de Letras - Vista da fachada principal e da lateral da Praça General Tibúrcio

Vista da fachada principal e da lateral à Praça General Tibúrcio

Academia Cearense de Letras Rua do Rosário, 1 – Centro Fone: (85) 3253-0489 Horários: Segunda à Sexta Feira das 08:00 às 12:00 horas Mapa de localização A Academia Cearense de Letras fundada em 15 de Agosto de 1894 e é a mais antiga de todas as academias culturais do País. Em seu pioneirismo, não eram apenas literários os objetivos. Ela abrangia também o campo das ciências, da educação, ou das artes, de modo geral. Foram seus fundadores: Guilherme Studart, Justiniano de Serpa, Farias Brito, Drumond da Costa, José Fontenelle, Álvaro de Alencar, Benedito Sidou, Franco Rabelo, Antonio Augusto, Pedro de Queiroz, Alves Lima, Valdemiro Cavalcante, Tomás Pompeu de Sousa Brasil, Raimundo de Arruda, Álvaro Mendes, José Carlos Júnior, Virgílio de Morais, José de Barcelos, Antonio Bezerra, Eduardo Studart, Alcântara Bilhar, Antonino Fontenelle, Antonio Teodorico, Pe. Valdevino Nogueira e Henrique Theberge. A Academia teve, desde a sua fundação, três fases distintas sendo a última e definitiva em 1951. O seu primeiro presidente: – Dr. Tomás Pompeu de Sousa Brasil (1894-1929) seguindo-se: – Antonio Sales (1930-1937) – Tomás Pompeu Sobrinho (1937-1951) – Dolor Uchoa Barreira (1952-1954); – Mário Linhares (1955-1956) – Raimundo Girão (1957-1958) – M. A. de Andrade Furtado (1959-1960) – Renato Braga (1961-1962) – Antônio Martins Filho (1963-1964) – Eduardo Campos (1965-1974) – Cláudio Martins (1975-1992) A Academia publica anualmente a Revista da Academia Cearense de Letras, cujo primeiro número saiu em 1896. Possui ainda as coleções Antonio Sales composta de ensaios sobre autores cearenses e Dolor Barreira, de romances cearenses. O seu centenário em 1994 foi contemplado com a Antologia da Academia Cearense de Letras organizada pelo acadêmico Sânzio de Azevedo, ocupante da cadeira n. º 1. Apenas em 1989 a academia teve a sua sede definitiva, doada por Lei N. º 11.637/89, pelo Governador Tasso Ribeiro Jereissati, bisneto do Acadêmico Fundador José Carlos Júnior. Instalada no Palácio da Luz construído pelo Capitão Mor Antonio de Castro Viana, arrematado pelo governo do estado no principio do século, teve suas dependências ampliadas, mantendo, no entanto suas características originais. As reuniões ordinárias da Academia, acontecem todo dia 10 de cada mês, exceto quando o dia coincide com feriados, sábados e domingos, passando conseqüentemente para o primeiro dia útil seguinte, ás 17:00 horas. Fonte: www.guiace.com.br Brasão Acadêmicos Fundadores – Acadêmicos Efetivos Acadêmicos de Honra – Acadêmicos Honorários


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O texto abaixo é do acadêmico Sânzio de Azevedo, publicado em 1994. Fundada em Fortaleza no dia 15 de agosto de 1894, sob a designação de Academia Cearense, é em nossos dias a Academia Cearense de Letras a mais antiga de todas as academias culturais do País. É verdade que, ao surgir, não eram exclusivamente literários os seus objetivos, uma vez que, ao lado das letras propriamente ditas, abrangia ela o campo das ciências, da educação, ou da arte, de um modo geral. Basta lembrar que, no livro que a agremiação pretendia publicar, e que se intitularia O Ceará em 1896, era desejo dos acadêmicos estudar o Estado sob inúmeros aspectos, dentre os quais o solo, com sua estrutura física e sua topografia; a flora e a fauna; o povoamento, as raças, os costumes; a higiene; crenças e religiões; artes e letras; cultura científica; educação; política; organização militar; organização eclesiástica; agricultura, indústria, comércio, finanças, história, etc. Mas haveria de transformar-se em Academia Cearense de Letras, designação mais consentânea com a função que assumiria pelos tempos afora.

Blog Vida e Obra - Academia Cearense de Letras - Vista Lateral Rua Guilherme Rocha

Sede da Academia Cearense de Letras Vista Lateral – Rua Guilherme Rocha Inspirada pela Academia de Ciências de Lisboa, teve a Academia Cearense como fundadores Guilherme Studart (1856­-1938), Justiniano de Serpa (1856-1923), Farias Brito (1862-1917), Drumond da Costa (?-?), José Fontenele (1869-1905), Álvaro de Alencar (1861-1945), Benedito Sidou (1864-1926), Franco Rabelo (1861-1929), Antônio Augusto (1852-1930), Pedro de Queirós (1854-1918), Alves Lima (1869-1958), Valdemiro Cavalcante (1869-1914), Tomás Pompeu (1852-1929), Raimundo de Arruda (1863-1934), Álvaro Mendes (1863-1940), José Carlos Júnior (1860-1896), Virgílio de Morais (1845-1914), José de Barcelos (1843-1919), Antônio Bezerra (1841-1921), Eduardo Studart (1863­-1955), Adolfo Luna Freire (1864-1953), Eduardo Salgado (1864-­1934), Alcântara Bilhar (1848-1905), Antonino Fontenele (1863­-1937), Antônio Teodorico (1861-1939), Padre Valdivino Nogueira (1866-1921), e Henrique Théberge (1838-1905). Com a morte de José Carlos Júnior, entrou na Academia Rodrigues de Carvalho. Foram presidentes da Academia Cearense Guilherme Studart (em caráter provisório), Tomás Pompeu e Pedro de Queirós. Quando ampliou seu quadro para quarenta sócios e mudou sua designação para Academia Cearense de Letras, em 1922, teve como presidente outra vez Tomás Pompeu, dando-se a Presidência de Honra a Justiniano de Serpa; depois da reorganização de 1930, teve a Academia como presidentes: Antônio Sales, Tomás Pompeu Sobrinho, Dolor Barreira, ficando Pompeu Sobrinho na Presidência de Honra, posto em que permaneceria nas gestões de Mário Unhares, Raimundo Girão, Andrade Furtado, Renato Braga, Antônio Martins Filho e Eduardo Campos; depois, ocupando a Presidência de Honra Antônio Martins Filho, a Academia teria como presidentes Cláudio Martins e o atual, Artur Eduardo Benevides. Historiando, embora sucintamente, as reorganizações pelas quais passou o grêmio, lembraremos que, não obstante o alto nível da Revista da Academia Cearense, que surgira em 1896, ela deixou de circular em 1914. Na verdade, desde os primeiros anos do século XX a Academia vinha diminuindo o ímpeto de suas atividades. Dolor Barreira haveria de fazer esta observação: “Nota­-se que, de 1902 em diante, rareiam as sessões da Acader Cearense, chegando, mesmo, a cessarem por completo. “(1) Certo é que a agremiação estava de tal maneira apagada por volta de 1922 que Leonardo Mota, em palestra no Salão Juvenal Galeno, lamentou não houvesse no Ceará uma academia de letras, e isso na presença do então Presidente do Estado, Justiniano de Serpa, um dos fundadores da Academia Cearense. O que levou este homem público a convidar o autor de Cantadores para, juntamente com ele, Tomás Pompeu e o Barão de Studart, tratarem da reorganização da Academia. Segundo o depoimento de Leota, “Estabeleceu-se preliminarmente que a nova instituição seria mera reconstituição da primitiva Academia de 1894, aumentando-se para quarenta o número de acadêmicos. “(2) A exemplo da Academia Brasileira de Letras (que já se havia inspirado na Academia da França, fundada por Richelieu), o cenáculo cearense teria um patrono para cada cadeira, ficando sua denominação mudada, para Academia Cearense de Letras. Dos vinte e sete antigos componentes, oito ainda residiam em Fortaleza. Fundamentados nas pesquisas de Raimundo Girão, damos a seguir a lista das quarenta cadeiras, com seus respectivos patronos seguidos pelos ocupantes, observando que, da Cadeira n° 33 à de n° 39, não haviam sido escolhido patronos. Grifamos os nomes dos que figuraram na lista dos fundadores: 1) JOSÉ DE ALENCAR – Justiniano de Serpa. 2) PAULlNO NOGUEIRA – Guilherme Studart. 3) SENADOR POMPEU – Tomás Pompeu. 4) JOAQUIM CATUNDA – Antônio Augusto. 5) ADOLFO CAMINHA – Alf. Castro. 6) FAUSTO BARRETO – Tomás Pompeu Sobrinho. 7) LlBERATO BARROSO – Antonino Fontenele. 8) ÁLVARO MARTINS – Alba Valdez. 9) TOMÁS LOPES – Carlos Câmara. 10) LÍVIO BARRETO – Sales Campos. 11) ANTÔNIO BEZERRA – Otávio Lobo. 12) ARARIPE JÚNIOR – Cursino Belém. 13) MARTINHO RODRIGUES – Soares Bulcão. 14) ANTÔNIO IBIAPINA – Jorge de Sousa. 15) ANTÔNIO MARTINS – José Uno. 16) PADRE IBIAPINA – Júlio Ibiapina. 17) JOSÉ AVELlNO – Álvaro de Alencar. 18) M. SOARES S. BEZERRA – Andrade Furtado. 19) GENERAL TIBÚRCIO – Raimundo de Arruda. 20) TRISTÃO DE ARARIPE – Antônio Drumond. 21) OLIVEIRA SOBRINHO – ­Raimundo Ribeiro. 22) PAULA NEI – Quintino Cunha. 23) JOSÉ SOMBRA (PAI) – José Sombra, filho. 24) HERÁCLlTO GRAÇA ­Ferreira dos Santos. 25) VALDEMIRO CAVALCANTE – Francisco Prado. 26) VISCONDE DE SABÓIA – Leiria de Andrade, 27) ROCHA LIMA – Cruz Filho. 28) JOÃO BRÍGIDO – Antônio Teodorico. 29) FARIAS BRITO – Matos Peixoto. 30) ALBERTO NEPOMUCENO – Beni Carvalho. 31) DOMINGOS OLÍMPIO – ­Fernandes Távora. 32) FRANKUN TÁVORA – Leonardo Mota. 33) ­—- Antônio Sales. 34) —- Pápi Junior. 35) —- Padre João A. da Frota. 36) —- Rodolfo Teófilo. 37) —-Adonias Lima. 38) —- Júlio Maciel. 39) —- Moreira de Azevedo. 40) Luís DE MIRANDA – ­Padre Antônio Tomás.(3) É ainda Leonardo Mota quem revela que, “apesar de tudo a Academia não vingou. O desânimo inicial sobreveio, por haverem sido suspensas as reuniões no Palácio da Presidência, em razão da longa enfermidade que prostrara Justiniano de Serpa, o qual veio a falecer a 1 de Agosto de 1923. A morte de Serpa acarretou a do cenáculo de que ele era o preclaro animador”.(4) Aconteceu porém que, anos mais tarde, tendo assumido o Governo do Estado José Carlos de Matos Peixoto (que havia figurado entre os 40 componentes da Academia em 1922), houve nova reorganização, desta vez em 1930, sob a inspiração do historiador Válter Pompeu. A Revista da Academia Cearense de Letras, que começa a circular em fevereiro de 1937, traz a indicação segunda fase, para significar que a primeira tinha sido aquela de 1896 a 1914. Fora excluídos membros não residentes no Ceará e, na citada revista, depois de se dizer que a primeira sessão se realizou em 21 de maio de 1930, tendo sido eleito Antônio Sales presidente efetivo, adverte-se que, “como se soubesse que certos membros excluídos não se conformavam com a exclusão, ficou resolvido que os Estatutos diriam constitui-se, e não reconstitui-se, como se estabelecera. Isso, sem que, de maneira alguma, fosse pensamento de qualquer dos promotores da refundição criar em verdade uma nova academia, pois todos queriam continuar as tradições existentes, já quase meio seculares”.(5) Diga-se, porém, por amor à verdade histórica, que pelo menos nos primeiros tempos a Academia Cearense de Letras de 1930 pretendeu ser uma entidade autônoma, sem liames com o passado. Numa “Exposição de Motivos” estampada no Diário do Ceará e datada de 29 de maio de 1930 há trechos que deixam isso claro, como este: “Já duas vezes se pretendeu erguer entre nós uma corporação representativa da atividade intelectual, e é esta a terceira, portanto, que se faz a fundação de uma Academia de Letras no Ceará. Da Academia Cearense perdem-se na poeira dos arquivos as pálidas reminiscências; da Academia Cearense criada em 1922, como uma das partes do programa comemorativo do Centenário da Independência do Brasil, nunca houve a menor parcela de iniciativa para o cumprimento do que deveria constituir um ato de presença, a sua finalidade.” Como já dissemos em nossa Literatura Cearense (1976), deve-se levar o tom acre à conta do desabafo contra o marasmo de nossa vida intelectual no início da década de trinta, lembrando que, poucos anos depois, todos os acadêmicos eram unânimes em considerar a entidade realmente o prolongamento da mesma que se inaugurara em 1894 e se reorganizara em 1922, tanto assim que, segundo já foi aqui referido, a revista, embora com a indicação do “volume I – tomo I”, de 1937, traz abaixo dela esta outra: segunda fase. Nesse mesmo ano de 1930 foi criada em Fortaleza outra associação literária, denominada Academia de Letras do Ceará, fazendo parte dela escritores independentes de grupos, ao lado de alguns membros da Academia Cearense de Letras e de alguns sócios de agremiação em 1922, mas excluídos na segunda reorganização. Mário Linhares, em 1948, residindo no Rio de Janeiro, fala, num livro, sobre a existência dessas duas academias, e transcreve um texto em que Martins d’Alvarez lamenta: -“É pena que as duas ‘Academias’ do Ceará não se fundam numa só, como tem acontecido em vários Estados da Federação, para que haja maior equilíbrio, harmonia e força expressional nas letras da terra alencariana.” E o poeta dos Florões concorda com a idéia de que “a fusão dessas duas ‘Academias’ seria um belo gesto de confraternização espiritual”.(6) As duas agremiações terminaram efetivamente por fundir-se em 1951, graças aos esforços de Dolor Barreira, Clodoaldo Pinto e Joel Linhares, pela Academia Cearense de Letras, e de Henriqueta Galeno, Manoel Albano Amora e Perboyre e Silva, pela Academia de Letras do Ceará, com o que eram finalmente atendidos os apelos feitos, de longe, por Martins d’Alvarez e por Mário Lnhares. Nessa ocasião, Dolor Barreira foi eleito, por aclamação, presidente da Academia Cearense de Letras, que esta teria de ser a denominação vitoriosa para o cenáculo. Com a reorganização de 1930, houve mudança de alguns patronos, que doravante serão dispostos em ordem alfabética de seus prenomes. Eis a lista dos quarenta de 1930: 1) ADOLFO CAMINHA – Ermínio de Araújo. 2) AGAPITO DOS SANTOS – Amora Maciel. 3) ÁLVARO MARTINS – Luís Sucupira. 4) ANTÔNIO AUGUSTO – J. J. Pontes Vieira. 5) ANTÔNIO BEZERRA – Antônio Furtado. 6) ANTÔNIO POMPEU ­Tomás Pompeu Sobrinho. 7) ARARIPE JÚNIOR – Cruz Filho. 8) CAPISTRANO DE ABREU – Válter Pompeu. 9) DOMINGOS OLÍMPIO – Fernandes Távora. 10) FARIAS BRITO – Matos Peixoto. 11) FAUSTO BARRETO – Carvalho Júnior. 12) FRANKLlN TÁVORA – Joel Lnhares. 13) HERÁCLlTO GRAÇA – Natanael Cortez. 14) D. JERÔNIMO – Padre Misael Gomes. 15) JOÃO BRÍGIDO – Jáder de Carvalho. 16) JOÃO MOREIRA – Antônio Teodorico. 17) JOAQUIM CATUNDA – Renato Braga. 18) D. JOAQUIM – Andrade Furtado. 19) JOSÉ ALBANO – Martinz de Aguiar. 20) JOSÉ DE ALENCAR – Antônio Sales. 21) LlBERATO BARROSO – Clodoaldo Pinto. 22) JUSTINIANO DE SERPA – Leiria de Andrade. 23) LÍVIO BARRETO – Elias Mallmann. 24) MÁRIO DA SILVEIRA – Júlio Maciel. 25) PADRE MORORÓ – Demócrito Rocha. 26) MOURA BRASIL – Otávio Lôbo. 27) OLIVEIRA PAIVA – ­Pápi Júnior. 28) OTO DE ALENCAR – José Sombra, filho. 29) PAULlNO NOGUEIRA – Carlos Studart Filho. 30) SENADOR POMPEU – Adauto Fernandes. 31) POMPÍLlO CRUZ – Mozart Pinto. 32) ROCHA LIMA – Josaphat Lnhares. 33) VISCONDE DE SABÓIA – Tomás Pompeu Filho. 34) SAMUEL UCHOA – Dolor Barreira. 35) SORIANO DE ALBUQUERQUE – Teodoro Cabral. 36) TIBÚRCIO RODRIGUES – J. Martins Rodrigues. 37) TOMÁS LOPES – Mozart Firmeza. 38) TOMÁS POMPEU – Monte Arrais. 39) ULlSSES PENNAFORT – Beni Carvalho. 40) VALDEMIRO CAVALCANTE – Emídio Barbosa. Antônio Bezerra e Farias Brito, fundadores em 1894, passam a patronos em 1922 e permanecem em 1930, quando outros fundadores também passam a patronos: Antônio Augusto, Justiniano de Serpa, Tomás Pompeu, Ulisses Pennafort e Valdemiro Cavalcante; três destes últimos haviam sido acadêmicos em 1922. Outras modificações seriam introduzidas na fusão das duas academias em 1951. Aqui damos a lista das quarenta Cadeiras da Academia Cearense de Letras hoje, com seus respectivos patronos e ocupantes. Com base no livro A Academia de 1894, de Raimundo Girão, damos as datas em que os Patronos foram escolhidos. Naturalmente atualizamos a lista dos acadêmicos, considerando que a citada obra do saudoso historiador é de 1975: Cadeira n° 1 – Patrono ADOLFO CAMINHA (1922). Ocupantes: Alf. Castro – Ermínio de Araújo – Sidney Neto – Sânzio de Azevedo. Cadeira n° 2 – Patrono ÁLVARO MARTINS (1922). Ocupantes: Alba Valdez(7) – Luís Sucupira. Cadeira n° 3 – Patrono ANTÔNIO AUGUSTO (1930). Ocupantes: J. J. Pontes Vieira – Antonio Martins Filho. Cadeira n° 4 – Patrono ANTÔNIO BEZERRA (1922). Ocupantes: Otávio Lôbo – Antônio Furtado – Raimundo Girão(8) ­Mílton Dias – Joaryvar Macedo – José Murilo Martins. Cadeira n° 5 – Patrono PÁPI JÚNIOR (1951). Ocupantes: Epifânio Leite (que não assumiu) – Fran Martins. Cadeira n° 6 – Patrono ANTÔNIO POMPEU (1930). Ocupantes: Tomás Pompeu Sobrinho – F. Alves de Andrade. Cadeira n° 7 – Patrono CLÓVIS BEVILÁQUA (1922). Ocupantes: Mário Linhares – Nertan Macedo – Marly Vasconcelos. Cadeira n° 8 – Patrono DOMINGOS OLíMPIO (1922). Ocupantes: Fernandes Távora – Aderbal Sales – Horácio Dídimo. Cadeira n° 9 – Patrono FAUSTO BARRETO (1922). Ocupantes: Tomás Pompeu Sobrinho(9) – Carvalho Júnior – ­Alencar Matos – João Clímaco Bezerra. Cadeira n° 10- Patrono PADRE MORORÓ (1930). Ocupantes: Demócrito Rocha – Abelardo F. Montenegro. Cadeira n° 11 – Patrono BARÃO DE STUDART (1951). Ocupantes: Joaquim Alves – José Valdivino – Dimas Macedo. Cadeira n° 12 – Patrono HERÁCLlTO GRAÇA (1922). Ocupantes: Ferreira dos Santos – Natanael Cortez – J. C. Alencar Araripe. Cadeira n° 13 – Patrono D. JERÔNIMO TOMÉ DA SILVA (1930). Ocupantes: Padre Misael Gomes – Ribeiro Ramos. Cadeira n° 14 – Patrono JOÃO BRÍGIDO (1922). Ocupantes:Antônio Teodorico – Jáder de Carvalho – Barros Pinho. Cadeira n° 15 – Patrono CAPISTRANO DE ABREU (1930). Ocupantes: Válter Pompeu – Braga Montenegro – Padre F. Sadoc de Araújo. Cadeira n° 16 – Patrono FRANKLlN TÁVORA (1930). Ocupantes: Leonardo Mota – Joel Unhares – Newton Gonçalves (falecido). Cadeira n° 17 – Patrono JOAQUIM CATUNDA (1922). Ocupantes: Antônio Augusto – Renato Braga – Paulo Bonavides. Cadeira n° 18 – Patrono MOURA BRASIL (1930). Ocupantes:Otávio Lôbo – Antônio Girão Barroso – Geraldo Fontenelle. Cadeira n° 19 – Patrono JOSÉ ALBANO (1930). Ocupantes: Martinz de Aguiar – Mozart Soriano Aderaldo. Cadeira n° 20 – Patrono LlBERATO BARROSO (1922). Ocupantes: Antonino Fontenele – Clodoaldo Pinto – Cid Sabóia de Carvalho. Cadeira n° 21 – Patrono JOSÉ DE ALENCAR (1922). Ocupantes: Justiniano de Serpa – Antônio Sales – Filgueiras Lima ­- Raimundo Girão – Osmundo Pontes. Cadeira n° 22 – Patrono JUSTINIANO DE SERPA (1930). Ocupantes: Leiria de Andrade – Alba Valdez – Eduardo Campos. Cadeira n° 23 – Patrono JUVENAL GALENO (1951). Ocupantes: Henriqueta Galeno – Florival Seraine. Cadeira n° 24 – Patrono LÍVIO BARRETO (1922). Ocupantes: Sales Campos – Elias Mallmann – Gastão Justa – Pedro Paulo Montenegro. Cadeira n° 25 – Patrono OLIVEIRA PAIVA (1930). Ocupantes: Pápi Júnior – Carlyle Martins – Pedro Henrique Saraiva Leão. Cadeira n° 26 – Patrono MANUEL SOARES DA SILVA BEZERRA (1922). Ocupantes: Andrade Furtado – Otacílio de Azevedo – Lúcio Alcântara. Cadeira n° 27 – Patrono SORIANO DE ALBUQUERQUE (1930). Ocupantes: Teodoro Cabral – Adonias Uma – Durval Aires ­ – César Barros Leal. Cadeira n° 28 – Patrono MÁRIO DA SILVEIRA (1930). Ocupantes: Júlio Maciel – João Jacques. Cadeira n° 29 – Patrono PAULlNO NOGUEIRA (1922). Ocupantes: Barão de Studart – Carlos Studart Filho – Itamar Espíndola – Costa Matos. Cadeira n° 30 – Patrono ROCHA LIMA (1922). Ocupantes: Cruz Filho(10) – Josaphat Unhares – Linhares Filho. Cadeira n° 31 – Patrono FARIAS BRITO (1922). Ocupantes: Matos Peixoto – Leite Maranhão – Cursino Belém – Cláudio Martins. Cadeira n° 32 – Patrono ULlSSES PENNAFORT (1930). Ocupantes: Beni Carvalho – J. W. Ribeiro Ramos – Moreira Campos – Rachei de Queiroz. Cadeira n° 33 – Patrono RODOLFO TEÓFILO (1951). Ocupantes: Perboyre e Silva – Otacílio Colares – Noemi Elisa Aderaldo. Cadeira n° 34 – Patrono SAMUEL UCHOA (1930). Ocupantes: Dolor Barreira – J. Figueiredo Filho – José Denizard Macedo – ­Vinícius Barros Leal. Cadeira n° 35 – Patrono TOMÁS POMPEU (1930). Ocupantes: Monte Arrais – Livino de Carvalho – Cândida Galeno – Argos Vasconcelos (falecido). Cadeira n° 36 – Patrono SENADOR POMPEU (1922). Ocupantes: Tomás Pompeu – Adauto Fernandes – Hugo Catunda­ – Carlos d’ Alge. Cadeira n° 37 – Patrono TOMÁS LOPES (1922). Ocupantes: Carlos Câmara – Mozart Firmeza – Manoel Albano Amora ­Teoberto Landim. Cadeira n° 38 – Patrono TIBÚRCIO RODRIGUES (1930). Ocupantes: José Martins Rodrigues – Menezes Pimentel – F. S. Nascimento. . Cadeira n° 39 – Patrono ARARIPE JÚNIOR (1922). Ocupantes: Cursino Belém(11) – Cruz Filho – Plácido Castelo – José Rebouças Macambira – Mauro Benevides. Cadeira n° 40 – Patrono VISCONDE DE SABÓIA (1922). Ocupantes: Leiria de Andrade(12) – Pompeu Filho – Artur Eduardo Benevides. Pápi Júnior e Rodolfo Teófilo, que haviam ocupado cadeiras em 1922 sem escolher patronos, passaram eles próprios, em 1951, a patronos, como vimos. Observando-se a relação de acadêmicos de 1922, vê-se que eram patronos (e deixaram de o ser) Martinho Rodrigues, Antônio Ibiapina, Antônio Martins, Padre Ibiapina, José Avelino, General Tibúrcio, Tristão de Alencar Araripe, Oliveira Sobrinho, Paula Ney, José Sombra, Valdemiro Cavalcante, Alberto Nepomuceno e Luís de Miranda. Na de 1930, eram patronos (e igualmente foram substituídos) Agapito dos Santos, Pompílio Cruz, Dom Joaquim, João Moreira e Oto de Alencar. Luís Sucupira, num estudo sobre o poeta Antônio Martins – um dos autores das Três Liras, de 1883, ao lado de Antônio Bezerra e Justiniano de Serpa, lamentando o esquecimento que tem pesado sobre o nome do escritor, depois de se referir à Academia Cearense de Letras, diz: “Patrono de uma de suas primitivas cadeiras, estabelecidas em 1922, teve seu nome relegado na reforma de 1930.”(13) Trata-se aqui de um caso de patrono cujo nome foi riscado da nova lista, mas não custa lamentarmos também que não se haja lembrado do nome de Antônio Sales para patrono de uma das cadeiras na última reforma, a de 1951. A verdade é que não seria possível homenagear, em apenas quarenta cadeiras, todos os grandes vultos da cultura cearense. Na Academia, porém, através de palestras em suas sessões ou em cursos especiais, ou nas páginas de sua revista, têm sido homenageadas inúmeras figuras do passado e do presente que hajam contribuído para o enriquecimento intelectual de nossa terra. Honrado com o convite do poeta Artur Eduardo Benevides, Presidente da Academia Cearense de Letras, para organizar esta Antologia contendo textos de todos os membros do Cenáculo em 1994, ano do seu Centenário, ocorreu-nos solicitar a cada um dos confrades a escolha de sua própria página de ensaio, ficção, poesia, memorialismo ou oratória, esperando com isso evitar a possibilidade de ser escolhido um texto que não esteja entre os que o autor mais preza. Nos casos em que, por qualquer motivo, não foi possível a escolha do próprio autor, foi forçado o organizador a fazer a seleção, procurando o que lhe pareceu melhor ou mais oportuno. Quanto aos dados biobibliográficos de vários acadêmicos, valemo-nos às vezes de obras como a Enciclopédia de Literatura Brasileira (1990), de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa; o Dicionário Literário Brasileiro (1978), de Raimundo de Menezes; e o Dicionário da Literatura Cearense (1987), de Raimundo Girão e Maria da Conceição Souza. No caso de acadêmicos que também fazem parte do Instituto do Ceará, compulsamos Os 40 da Casa do Barão (1993), de Rubens de Azevedo. Para esta introdução, além da História Literária do Ceará (1948), de Mário Linhares, do primeiro volume da História da Literatura Cearense (1948), de Dolor Barreira, e de A Academia de 1894 (1975), de Raimundo Girão, recorremos a vários números das três fases da Revista da Academia Cearense de Letras, ao livro A Academia Cearense de Letras (1957), de Manoel Albano Amora, além de trabalhos esparsos de Leonardo Mota, de Mozart Soriano Aderaldo e de outros escritores conterrâneos e, naturalmente, ao capítulo que sobre o grêmio incluímos na nossa Literatura Cearense (1976), editada pela Academia graças aos esforços de Cláudio Martins. Estão os acadêmicos dispostos seguindo os números de suas respectivas Cadeiras, as quais seguem a ordem alfabética dos prenomes dos Patronos. Somente por este critério se poderá justificar o fato de a Antologia se iniciar justamente com o organizador. . Agradecemos a quantos nos ajudaram neste trabalho, que pretende retratar, em seu Centenário, a atualidade da mais antiga Academia de Letras do Brasil. Sânzio de Azevedo NOTAS 1) BARREIRA, Dolor. História da literatura cearense. Fortaleza, Instituto do Ceará, v. 1, 1948, p. 190. 2) Apud BARREIRA, Dolor. Op. cit., p. 196. 3) Na lista que figura na História da literatura cearense (1948) de Dolor Barreira, o Padre Antônio Tomás está sem Patrono. 4) Apud BARREIRA, Dolor. Op. cit., p. 200. 5) “A Academia”, In Revista da Academia Cearense de Letras, v.1, t. 1, (segunda fase). Fortaleza, 1937, p. 81. 6) LINHARES, Mário. História literária do Ceará. Rio de Janeiro I Jornal do Comércio I, 1948, p. 147. 7) SUCUPIRA, Luís. “Antônio Martins, o Jornalista”, In Revista da Academia Cearense de Letras, n° 46, Fortaleza, 1985-86, p. 21 (Antologia da Academia Cearense de Letras – Edição do Centenaário. Organização Sânzio de Azevedo. Fortaleza, 1994). Rafael SÂNZIO DE AZEVEDO (1938)

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração, Tecnologia da Informação e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, USA. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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