Gregório de Matos e Guerra – Poeta

Gregório de Matos e Guerra
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Salvador,BA – 1636 d.C
+ Salvador,BA – 1695 d.C

Gregório de Matos e Guerra (1633/1696), o Boca do Inferno, nascido na Bahia, foi o primeiro de nossos satíricos, homem de língua destravada e fácil veia poética. Estudou humanidades em Portugal, tendo feito o curso de leis na Universidade de Coimbra.

Na terra mãe foi juiz criminal e de órfãos. Voltou ao Brasil com 47 anos, sob a proteção do arcebispo da Bahia, D. Gaspar Barata. Tantas e tais fez que não só perdeu a proteção do prelado, como ainda foi degredado para Angola. Reabilitado, voltou ao Brasil, indo para Recife, onde conquistou simpatias e viveu com menos turbulência que na Bahia.

É o patrono da cadeira n.º 16 da Academia Brasileira de Letras. Além de versos satíricos e humorísticos, escreveu poesias eróticas com a maior incontinência verbal”. (Informações extraídas do site

Ele entrou para a história como o Bocage brasileiro: gênio boca suja, satírico desbocado, irreverente e erótico.

Mas viveu um século antes do português Manuel Maria Barbosa du Bocage, que era de 1765-1805.

Neto de oficial de justiça do Santo Ofício da Inquisição na Bahia, filho de senhor de engenho no Recôncavo baiano, Gregório de Matos e Guerra nasceu rico em Salvador, em 1636 e morreu em 1695.

Estudou com os jesuítas, formou-se em Direito Canônico em Coimbra, foi juiz e procurador do Senado da Bahia em Lisboa, casou, enviuvou, teve uma filha “ilegítima”, virou “clérigo tonsurado”, mas “não quis receber ordens sacras e vestir batina”.

Voltou para a Bahia, foi desembargador do Tribunal Eclesiástico e tesoureiro-mor da Sé, demitido dos dois pelo arcebispo, casou-se de novo, teve um filho, Gonçalo, e passou a viver da advocacia.

Mas “seu verbo satírico não poupava sequer as autoridades que governavam a América portuguesa, civis, militares, clérigos, padres ou não, e também a gente do comércio”.

Gregório de Matos, o “Boca do Inferno“, acabou deportado para Angola, onde foi conselheiro do governador, meteu-se em rebelião militar, foi devolvido para o Brasil, mas, impedido de descer na Bahia, foi mandado para Recife e lá morreu em 1695, seis dias depois da morte de Zumbi.

Nacionalista, na época, dizia-se “nativista”, “denunciava a espoliação dos nascidos na terra” e não perdoava a corrupção da corte e da colônia.

Morreu um governador corrupto, numa quadrinha só ele disse tudo:

“Quando ele se viu sozinho,
da cova na escuridão,
surrupiou de mansinho
os dourados do caixão”.

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração, Tecnologia da Informação e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, USA. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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