Violeta Parra – Compositora – Artista Plástica

Violeta del Carmen Parra Sandoval

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA * San Carlos, Chile – 4 de outubro de 1917 d.C
+ Santiago do Chile, Chile – 5 de fevereiro de 1967 d.C
Folclorista, tapeceira, pintora e ceramista.

Considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.

Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em 1934, para trabalhar e cantar com seus irmãos em bares e circos, desenvolvendo uma importante carreira musical, que se originou de maneira autodidata, a partir dos 9 anos.

Em 1938, casou-se pela primeira vez e dessa união, teve dois filhos, Isabel e Ángel, que também viriam a se tornar compositores e intérpretes importantes.

Viveu em Valparaíso entre 1943 e 1945, e voltou a Santiago, para cantar junto com seus filhos Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante o ano de 1955 visitou a União Soviética, Londres e Paris, cidade onde residiu por dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeón e “Chant du Monde”. Em 1957 radicou-se em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore.

Em 1961 mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos, percorrendo várias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra. Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e ao regressar a seu país, instalou uma grande tenda na comuna de La Piroka, com o plano de convertê-la em um centro de referência para a cultura folclórica do Chile, juntamente com os filhos, Ángel e Isabel, e os folcloristas Patricio Manns, Rolando Alarcón e Víctor Jara, entre outros. No entanto, a iniciativa não obteve sucesso.

Emocionalmente abatida pelo fracasso do empreendimento e pelo dramático final de um relacionamento amoroso, Violeta Parra suicidou-se em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Casa onde nasceuCasa onde nasceu Violeta Parra



A cantora argentina Mercedes Sosa canta Gracias a La Vida – Composição de Violeta Parra

Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante 1955 visitou a União Soviética, Londres e Paris, cidade onde residiu dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeon e “Chant du Monde”.

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA 02

Em 1957 se radicou em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore. Em 1961 mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos percorrendo varias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra.

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Pintura MúsicoPintura de Violeta Parra – Músico – Óleo sobre tela

Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e ao seu regresso ao país, continuou suas apresentações na tenda instalada na comunidade de La Reina; nesse lugar, a 5 de fevereiro 1967, suicidou-se.

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Túmulo

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA Túmulo 02Túmulo de Violeta Parra

Violeta Parra foi uma figura importante nas artes e folclore chilenos. Violeta se matou em fevereiro de 1967 por depressão causada por desilusão amorosa e falta de dinheiro.

Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção “Volver a los 17”, que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. Outra de suas canções, “La Carta”, cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz ” Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia”. Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como “Gracias a la vida” (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de “Rin de Angelito”, quando descreve a morte de um bebê pobre: ” No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã”.

Violeta Parra – Que he sacado con quererte

Entrevista con Eduardo Parra

Mi hermana Violeta

El Tío Lalo habla sobre su hermana, la gran Violeta Parra. Sus recuerdos desplegados en décimas se encuentran publicados en un libro, bajo etiqueta Lom.

“Alegre y muy habilosa, aunque tenía su carácter grave, pero, como a todos los Parra, se le componía rápidamente. La Violeta no sabía de enemigos”. Así describe a su hermana el cantor popular Eduardo Parra, autor del libro “Mi hermana Violeta Parra: su vida y su obra en décimas”, publicado por Lom Editores. Desde la niñez en Chillán, cuando sus padres, músicos innatos, alentaban a los hijos a competir en canto, hasta el trágico suicidio de la folclorista en su carpa de La Reina, pasando por todos sus viajes, trabajos, aventuras y desventuras artísticas, el Tío Lalo estampó en esos versos sus recuerdos sobre su querida hermana: “la más despierta, la que nos dominaba a todos. La que nos sacó de la pobreza”.

Con sólo 6 y 5 años, respectivamente, Violeta y Eduardo, junto a su hermana Hilda ya cantaban por algunas monedas en el Mercado de Chillán. Como siempre, Violeta llevaba la batuta. “Desde chicos mis papás nos exigían cantar y la Violeta nos daba ánimos para competir, porque sabía que ella iba a ganar”. Carácter y determinación que se proyectan en su personalidad y son retratadas con gracia y desparpajo en las décimas del Tío Lalo.

– ¿Sus papás cantaban y tocaban?

– Mi mamá cantaba y tocaba guitarra, mi papá también cantaba y tocaba violín. Mi papá era profesor de música en un regimiento. Los dos hacían un dúo y no había fiesta en Chillán donde no tocaran.

– ¿Era enamoradiza la Violeta cuando chica?

– Como a los diez años me hacía ir a dejarle cartas a un chico, porque yo siempre andaba con ella. A los 12 se vino a Santiago, la mandó a buscar Nicanor, nuestro hermano mayor. Yo me vine al año siguiente. La Violeta era como toda lola. El único amor de su vida que le conocimos fue un cliente de un negocio donde trabajábamos todos los días, cerca de la Casa de Máquinas Yungay, en Matucana con Mapocho. Luis Cereceda, que fue su marido. Ahí se enamoraron. El era bueno, tranquilo, de todas las tenía. El papá de Angel y la Isabel Parra.

– ¿Qué pasó cuando llegaron a Santiago?

– La Violeta estudiaba en el Liceo 2 que estaba en Matucana con Huérfanos. A mí me internaron en el Barros Arana y yo me quería ir y ella me ayudó. Me dio el consejo de sacarme puros 2 y 3 para perder la beca. Quedé repitiendo y me echaron. Después seguí estudiando pero me faltó un año para terminar el colegio.

– ¿Por qué cree que la Violeta se suicidó?

– Los artistas somos muy apasionados, melancólicos, cuando vemos que los negocios no funcionan, y seguramente los amores tampoco funcionaban. La Violeta había puesto su carpa en La Reina y la cosa ya no iba muy bien. Ella no encontró solución, todo esto yo me lo imagino, y pensó que la única salida era suicidarse.

– ¿Cómo vivió usted esta muerte?

– Fue la tremenda pena, nadie creía lo que había pasado. Yo me fui a la carpa a ver si era cierto, fui el primer familiar que llegué, y allí estaba la Violeta, muerta.

PERSONALIDADES - Compositores - Chile - VIOLETA PARRA 01

Discografia

• El caleuche, Judas

• El buen consejo, Entrégame la cabulla

• Que rica cena, La cueca del payaso

• A mi casa llega un gato, Ciento cincuenta pesos

• Es imposible, Luis ingrato

• Qué pena siente el alma, Verso por el fin del mundo

• Casamiento de negros, Verso por padecimiento

• Verso por matrimonio, La Juana Rosa

• El palomo, Verso por ponderación

• Verso por despedida a Gabriela, Verso por el padecimiento de Gabriela

• El joven Sergio, Canto a lo divino, Anticueca Nº 1, Anticueca Nº 2, Tres palabras, Travesuras

• Ven acá, regalo mío, En los altos de Colombia

• Camanchaca, El moscardón, Tocata y fuga, Galambito Temucano

• Aquí se acaba esta cueca, Ausencia, Miren como corre el agua, Versos por el Apocalipsis, Parabienes de novios, Casamiento de negros, Dicen que el ají maúro

• La refalosa, Paimiti, El palomo, Viva Dios, Viva la virgen, Cantos a lo divino, Meriana

• Violeta Parra Vol. I

• Violeta Parra Vol. II

• cantos de Chile

• Violeta ausente

• Viola Chilensis

• la jardinera

• cantos campesions

• el hombre con su razón

• décimas y centecimas

• cantos campesinos

• las últimas composiciones de Violeta Parra

• las alturas

• 20 grandes exitos

• folklore de Chile Vol. 3

• folklore de Chile Vol. 4

• folklore de Chile Vol. 5

• el folklore y la pasión

• canto y guitarra

• un río de sangre


Violeta Parra canta Gracias a La Vida

Violeta Parra
por: Por Adriana de Carvalho Alves *
blog

Até que ponto podemos dizer que a música que toca no rádio, e que o povo brasileiro ouve é, de fato, a música que melhor o representa? Ou mesmo, qual é o eco que a MPB tem sobre as pessoas? A música que toca no rádio é nossa, ou é uma música empacotada pela indústria cultural?A cultura, enquanto mercadoria é, e tem sido há muito tempo, um componente da doutrina de imbecialização coletiva, que faz com que os povos não reconheçam nem valorizem sua própria produção cultural. Infelizmente (ou felizmente, quiçá…) esta não é uma realidade apenas do Brasil, mas do conjunto da América Latina.

Os aparelhos de rádio se viram, em um determinado momento, invadidos por uma onda de músicas estrangeiras que esmagaram a música genuina dos países que compõe o baixo-equador, ofuscando o brilho da cultura popular do Chile, Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina. Fenômeno que ainda hoje presenciamos.E foi neste contexto que surgiu o Movimento Nova Canção, que trataremos de discutir sua versão chilena, trazendo a tona uma de suas figuras mais ilustres: Violeta Parra.

Esta chilena nasceu no interior do país, em 1917, numa pequena cidade chamada San Carlos. Cresceu ouvindo músicas folclóricas nas festas religiosas e pagãs o que, mais adiante, serviu de incentivo à formação de um pequeno grupo com seus irmãos. A dificuldade financeira fez com que os irmãos Parra se apresentassem por diversas regiões ajudando, com os pequenos cachês, a complementar a renda da extensa família. Em 1932, incentivada pelo irmão Nicanor, Violeta vai para Santiago, em busca de emprego.Esta foi uma fase muito difícil, que Violeta cantou nos seguintes versos:

Violeta Parra “Ayer buscando trabajo llamé a uma puerta de fierro, como se fuera un perro, me miran de arriba abajo com promessas de destajo me han hecho volver cien veces como si gusto les diese em verme solicitar: muy caro me han de pagar, el pan que me pertenence. No demando caridad, ni menos pido un favor pido com mucho rigor mi derecho de trabajar” .

A artista mantém-se financeiramente através de apresentações na noite, em dupla com sua irmã Hilda. Em 1938, casa-se com Luis Cereceda, que a conheceu numa apresentação. Sua primeira filha Isabel nasce, e a situação financeira do casal se agrava, a família se muda para Valparaiso, cidade portuária que inspira ainda mais Violeta. Ela canta para os marinheiros, em sombrios bares nos arredores do porto. Em Valparaiso nasce Angel, seu segundo filho. Grava seu primeiro disco em 1942, em parceria com sua irmã. Ganhou o primeiro prêmio do concurso de canto organizado no Teatro Baquedano, usando o pseudônimo de “Violeta de Mayo”.

O brilho de Violeta começa a incomodar o marido, o que, em 1948, determina a separação do casal. Violeta assim descreve o acontecimento: “… estoy separada de él. No apreciaba mi trabajo y no hacia nada cuando estaba com él. Queria uma mujer que le limpiara y le cocinara”.

O trabalho de compilação das canções do povo começa quando, em contato direto com angustias de seu público, os pobres, a artista assume a tarefa de retratar a cultura chilena em seus versos. Sua mãe, Clarisa, contribui apresentando canções que ouvia quando criança e que entretanto, não estavam registradas. Observando a possibilidade, Violeta parte para os mais afastados rincões, com um gravador, recolhendo canções dos mais velhos. Outros pesquisadores se dedicavam a essa tarefa, mas Violeta tinha um diferencial, o de partilhar a mesma linguagem com povo, os depositários da cultura popular. A esse respeito, ela diz “… encuentro folklore en todas partes…hasta em la plaza de armas. Los ancianos me orientan; donde veo uma cabeza blanca me siento y empiezo a preguntar”.

Violeta Parra discoO resgate da música de raíz proporcionaou à artista um movimento muito interessante: ao resgatar e valorizar estas canções, Violeta se sentiu preparada para intervir no contexto que a incomodava. Gravou diversas canções de autoria própria que, além de retratar a dura realidade social de seu país, traziam em suas raízes a música campesina. A obra de Violeta teve eco porque a sua base tinha a ver com a identidade e as dificuldades que o povo chileno enfrentava não sendo, por este motivo, uma canção alienígena. Inovadora, Violeta Parra relacionou-se com outros artistas que, assim como ela, utilizavam a canção popular como forma de manifestação política.Victor Jara foi um de seus parceiros, e o artista, bem mais jovem, reconheceu em seu trabalho, um referencial.

Seu trabalho não se restringiu apenas ao Chile. A artista viveu na Europa, levando a música campesina chilena ao velho mundo. Cantou em diversos países, como Polônia, União Soviética e França (país onde morou por um bom tempo). Além da música, Violeta se dedicou ao artesanato, produzindo cerâmicas e tapeçarias. Era uma exímia cozinheira, fazendo ela própria suas empanadas.

Violeta Parra nos deixou dia 5 de fevereiro de 1967. As contradições pessoais a sufocaram. Talvez o sentimento de impotência diante das mazelas sociais que acometiam o povo, talvez o malfadado relacionamento amoroso com o músico suíço Gilbert Favre… o fato é que Violeta não resistiu e deu cabo à própria vida, sendo encontrada caída sobre seu violão, com um revolver nas mão às seis da tarde.

O corpo se foi, contudo sua obra permanece viva e atual, sendo celebrada até os dias de hoje. Escute as músicas e conheça as letras de La Carta, na voz da própria Violeta, além de La exiliada del sur, na interpretação de Intti-illimani e Por que los pobres no tienen e Lo que más quiero, na voz de Isabel Parra.

* Este artigo é baseado em matéria publicado no jornal “Voz Ativa” (nº 2, setembro de 2006).

Porque los pobres no tienen

Porque los pobres no tienen
adonde volver la vista,
la vuelven hacia los cielos
con la esperanza infinita
de encontrar lo que su hermano
en este mundo le quita.
¡Palomita!
¡Qué cosas tiene la vida,
ay zambita!

Porque los pobres no tienen
adonde volver la voz,
la vuelven hacia los cielos
buscando una confesión
ya que su hermano no escucha
la voz de su corazón.

Porque los pobres no tienen
en este mundo esperanzas,
se amparan en la otra vida
como a una justa balanza,
por eso las procesiones,
las velas, las alabanzas.

De tiempos inmemoriales
que se ha inventado el infierno
para asustar a los pobres
con sus castigos eternos,
y el pobre, que es inocente,
con su inocencia creyendo.

El cielo tiene las riendas,
la tierra y el capital,
y a los soldados del Papa
les llena bien el morral,
y al que trabaja le meten
la gloria como un bozal.

Para seguir la mentira,
lo llama su confesor,
le dice que Dios no quiere
ninguna revolución,
ni pliegos ni sindicatos,
que ofende su corazón.

La carta

Me mandaron una carta
por el correo temprano,
en esa carta me dicen
que cayó preso mi hermano,
y sin compasión, con grillos,
por la calle lo arrastraron, sí.

La carta dice el motivo
de haber prendido a Roberto
haber apoyado el paro
que ya se había resuelto.

Si acaso esto es un motivo
presa voy también, sargento, si.
Yo que me encuentro tan lejos
esperando una noticia,
me viene a decir la carta
que en mi patria no hay justicia,
los hambrientos piden pan,
plomo les da la milicia, sí.

De esta manera pomposa
quieren conservar su asiento
los de abanico y de frac,
sin tener merecimiento,
van y vienen de la iglesia
y olvidan los mandamientos, sí.

Habrase visto insolencia,
barbarie y alevosía,
de presentar el trabuco
y matar a sangre fría
a quien defensa no tiene
con las dos manos vacías, si.

La carta que he recibido
me pide contestación,
yo pido que se propale
por toda la población,
que el «león» es un sanguinario
en toda generación, sí.

Por suerte tengo guitarra
para llorar mi dolor,
también tengo nueve hermanos
fuera del que se engrilló,
los nueve son comunistas
con el favor de mi Dios, sí.

El exiliado del sur

(o La exiliada del sur)
Un ojo dejé en Los Lagos
por un descuido casual,
el otro quedó en Parral
en un boliche de tragos;
recuerdo que mucho estrago
de niño vio el alma mía,*

miserias y alevosías

anudan mis pensamientos,
entre las aguas y el viento
me pierdo en la lejanía.

Mi brazo derecho en Buin
quedó, señores oyentes,
el otro en San Vicente
quedó, no sé con qué fin;
mi pecho en Curacautín
lo veo en un jardincillo,
mis manos en Maitencillo
saludan en Pelequén,
mi blusa en Perquilauquén**
recoge unos pececillos.

Se m’enredó en San Rosendo
un pie el cruzar una esquina,
el otro en la Quiriquina
se me hunde mares adentro,
mi corazón descontento
latió con pena en Temuco
y me ha llorado en Calbuco,
de frío por una escarcha,
voy y enderezo mi marcha
a la cuesta ’e Chacabuco.

Mis nervios dejo en Granero,
la sangr’en San Sebastián,
y en la ciudad de Chillán
la calma me bajó a cero,
mi riñonada en Cabrero
destruye una caminata
y en una calle de Itata
se me rompió el estrumento,
y endilgo pa’ Nacimiento
una mañana de plata.

Desembarcando en Riñihue
se vio a la Violeta Parra,
sin cuerdas en la guitarra,
sin hojas en el colihue;
una banda de chirigües
le vino a dar un concierto;
con su hermanito Roberto
y Cochepe forman un trío
que cant’al orilla del río
y en el vaivén de los puertos.

En la versión de Violeta Parra publicada en 1970:
* de niña vio el alma mía
** mi falda en Perquilauquén

Lo que más quiero

Lo hombre que yo más quiero
en la sangre tiene hiel,
me deja sin su plumaje
sabiendo que va a llover,
sabiendo que va a llover.

El árbol que yo más quiero
tiene dura la razón,
me priva su fina sombra
bajo los rayos del sol,
bajo los rayos del sol.

El río que yo más quiero
no se quiere detener,
con el ruido de sus aguas
no escucha que tengo sed,
no escucha que tengo sed.

El cielo que yo más quiero
se ha comenzado a nublar,
mis ojos de nada sirven,
los mata la oscuridad,
los mata la oscuridad.

Sin abrigo, sin la sombra,
sin el agua, sin la luz,
sólo falta que un cuchillo
me prive de la salud,
me prive de la salud.

Como artista plástica

Exposições individuais

• 1964: Exposição individual do corpo humano(desnuda)Louvre, París, França.

• 1970: Recordando a Violeta Parra. Instituto Cultural de Las Condes, Santiago.

• 2003: Óleos de Violeta Parra, Palacio Consistorial da I. Municipalidad de Santiago, Santiago.

Exposições coletivas

• Feiras de Artes Plásticas ao ar livre, Museo de Arte Contemporáneo, Universidad de Chile, Santiago.

• 1959: Exposição pictórica em Buenos Aires, Argentina.

• Exposição en Genebra, Suiça.

Obras em coleções públicas

• Fundação Violeta Parra, Santiago de Chile.

Obras en coleções particulares

• Velorio de Angelito, bordado sobre tela, 27 x 41 cm

• La Hija Curiosa, óleo sobre madeira, 36 x 46 cm

• El Machitún, óleo sobre madera, 31 x 46 cm

• Contra la Guerra, bordado sobre arpileira, 144 x 192 cm

• Combate Naval I, bordado sobre arpileira, 225 x 130 cm

• El Circo, bordado sobre tela

• Árboles Coloridos, óleo sobre madera, 46 x 23 cm

• La Cantante Calva, 1960, bordado sobre juta natural, 136 x 46 cm

• Leyendo El Peneca, 1965, óleo sobre madeira, 51 x 73 cm

Evento importantes no ano de 1917

1917 em outros calendários

Calendário gregoriano

1917

MCMXVII

Ab urbe condita

2670

Calendário armênio

1366

Calendário chinês

4613 – 4614

Calendário hebraico

5677 – 5678

Calendários hindus

– Vikram Samvat

– Shaka Samvat

– Kali Yuga

1972 – 1973

1839 – 1840

5018 – 5019

Calendário persa

1295 – 1296

Calendário islâmico

1335 – 1337

Calendário rúnico

2167

Eventos

• 3 de Fevereiro – Primeira Guerra Mundial: Os Estados Unidos da América rompem relações diplomáticas com a Alemanha.

• 9 de Fevereiro – Primeira Guerra Mundial: A Alemanha dá início à guerra submarina.

• 23 de Fevereiro – A Revolução Russa tem início. O Czar é deposto e um Governo Provisório é implantado.

• 23 de Fevereiro – Primeira Guerra Mundial: O segundo contingente do CEP (Corpo Expedicionário Português) parte para França.

• 6 de Abril – Primeira Guerra Mundial: Os Estados Unidos declaram guerra à Alemanha.

• 13 de Maio – Três crianças (pastorinhos) declaram ter visto uma aparição da Virgem Maria sobre uma azinheira, na Cova de Iria, perto de Fátima.

• 4 de Junho – Foi condecorado o primeiro ganhador do Prêmio Pulitzer.

• 25 de Outubro – Fim do Governo Provisório na Rússia. Bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin, assumem o poder.

• 7 de Dezembro- Golpe de Estado em Portugal de Sidónio Pais.

• 26 de Outubro – Primeira Guerra Mundial: Brasil declara estado de guerra com a Alemanha.

• 25 de Novembro – Primeira Guerra Mundial: Batalha de Cambrai – A maior parte dos avanços efectuados pela força blindada britânica são perdidos devido aos contra-ataques alemães.

• 26 de Novembro – Primeira Guerra Mundial: A Segunda Divisão do Corpo Expedicionário Português assume a responsabilidade da sua parte do Sector Português na frente.

• 6 de Dezembro – A Finlândia declara a independência.

• 7 de Dezembro- Golpe de Estado em Portugal chefiado por Sidónio Pais.

• 8 de Dezembro- O Presidente da República portuguesa, Bernardino Machado, exonera o Governo presidido por Afonso Costa.

• Egas Moniz é nomeado embaixador de Portugal em Espanha.

• Manuel García Prieto substitui Álvaro Figueroa y Torres Mendieta como presidente do governo de Espanha.

• Eduardo Dato y Iradier substitui Manuel García Prieto como presidente do governo de Espanha.

• Manuel García Prieto substitui Eduardo Dato y Iradier como presidente do governo de Espanha.

• A IBM abre no Brasil a sua primeira filial na América Latina.

Carnaval

• Donga registra o samba “Pelo telefone”, considerado como o primeiro samba a ser gravado.

Nascimentos

• 25 de Janeiro – Jânio Quadros, 28° presidente do Brasil (m. 1992).

• 11 de Fevereiro – Sidney Sheldon, novelista e roteirista dos Estados Unidos da América.

• 6 de Fevereiro – Zsa Zsa Gabor, atriz e socialite húngara radicada nos Estados Unidos.

• 6 de Março – Will Eisner, autor norte-americano de Banda Desenhada (m. 2005).

• 14 de Março – José Osvaldo de Meira Penna, pensador e diplomata brasileiro.

• 3 de Abril – Jayme de Sá Menezes, médico, biógrafo, historiador e professor brasileiro (m. 2001).

• 17 de Abril – Roberto Campos, economista, diplomata e professor brasileiro (m. 2001).

• 18 de Maio – Bill Everett, cartunista estadunidense. (m. 1973).

• 25 de Maio – Hans Hedberg, escultor sueco radicado na França (m. 2007).

• 26 de maio – Augusto Carvalho, bispo católico (m. 1997).

• 9 de Junho – Eric John Blair Hobsbawm, historiador inglês.

• 18 de Junho – Richard Boone, ator estado-unidense (m. 1981).

• 6 de Agosto – Robert Mitchum, ator estado-unidense (m. 1997).

• 19 de setembro – Kenneth Hagin, Pastor evangélico estado-unidense, criador do movimento neopentencostal.

• 30 de Setembro – Chacrinha, radialista e apresentador de televisão (m. 1988)

• 15 de Outubro – Arthur M. Schlesinger, Jr., historiador, crítico social e antigo assessor de John F. Kennedy (m. 2007).

• 27 de Outubro – Oliver Tambo, político sul-africano (m. 1993).

• 17 de novembro – Romeu Correia, escritor e dramaturgo português (m. 1996).

• 19 de Novembro – Indira Gandhi, Primeira Ministra da Índia (m. 1984).

• 2 de Dezembro – Deoscóredes dos Santos, artista plástico e escritor brasileiro.

• ? – Alice Soares, pintora e desenhista brasileira (m. 2005)

Falecimentos

• 11 de Fevereiro – Oswaldo Cruz, médico e sanitarista brasileiro (n. 1872).

• 16 de Fevereiro – Mirbeau, Octave, jornalista e novelista francês (n. 1848).

• 5 de Março – Manuel de Arriaga, primeiro presidente da República Portuguesa.

• 17 de Março – Franz Brentano, filósofo alemão (n. 1838).

• 14 de Abril – Ludwik Lejzer Zamenhof, oftalmologista e filólogo polonês, iniciador da língua Esperanto (n. 1855).

• 24 de Abril? – Abel Botelho, escritor e diplomata português (n. 1859).

• 15 de Junho – Friedrich Robert Helmert, geodesista alemão. (n. 1884).

• 27 de Setembro – Edgar Degas, pintor francês. (n. 1834).

• 15 de Novembro – Émile Durkheim, sociólogo francês (n. 1858).

• 31 de Dezembro – Federico Zandomeneghi, pintor impressionista italiano. (n. 1841).

• (?) – Manuel Lopes Rodrigues, pintor brasileiro (n. 1860).

• Choley Yeshe Ngodub, Desi Druk do Reino do Butão, n. 1851.

Prêmio Nobel

• Física – Charles Glover Barkla.

• Química – não atribuído.

• Medicina – não atribuído.

• Literatura – Karl Adolph Gjellerup, Henrik Pontoppidan.

• Paz – Cruz Vermelha internacional, Genebra.

considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.

Nasceu em San Carlos, província de Ñuble. Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em 1934, para trabalhar e cantar com seus irmãos em bares e circos, desenvolvendo uma importante carreira musical, como autodidata, a partir dos 9 anos.

Em 1938, casou-se pela primeira vez e dessa união, teve dois filhos, Isabel e Ángel, que também viriam a se tornar compositores e intérpretes importantes.

Viveu em Valparaíso entre 1943 e 1945, e voltou a Santiago, para cantar junto com seus filhos Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante o ano de 1955 visitou a União Soviética, Londres e Paris, cidade onde residiu por dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeón e “Chant du Monde“. Em 1957 radicou-se em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recopilando e difundindo informações sobre o folclore. Em 1961 mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos, percorrendo várias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra. Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e ao regressar a seu país, instalou uma grande tenda na comuna de La Piroka, com o plano de convertê-la em um centro de referência para a cultura folclórica do Chile, juntamente com os filhos, Ángel e Isabel, e os folcloristas Patricio Manns, Rolando Alarcón e Víctor Jara, entre outros. No entanto, a iniciativa não obteve sucesso.

Emocionalmente abatida pelo fracasso do empreendimento e pelo dramático final de um relacionamento amoroso, Violeta Parra suicidou-se em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração, Tecnologia da Informação e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, USA. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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Um comentário sobre “Violeta Parra – Compositora – Artista Plástica
  1. Eliane Sodre de Souza disse:

    Por que retiraram os videos? Gostaria de te-lo assistido.

3 Pings/Trackbacks para "Violeta Parra – Compositora – Artista Plástica"
  1. […] Mercedes Sosa canta Gracias a la Vida – Composição de Violeta Parra […]

  2. […] de 1917 dC + Santiago do Chile, Chile – 5 de fevereiro de 1967 dC Folclorista, fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

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