Claude Lévi-Strauss – Antropólogo

Claude Lévi-Strauss
Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 01* Bruxelas, Bélgica – 28 de novembro 1908 d.C
+ Paris, França – 31 de outubro de 2009 d.C

Antropólogo francês, considerado um dos grandes intelectuais do século XX. é considerado o fundador da Estruturalismo em meados da década de 1950. É filho de pais franceses: Raymond Lévi-Strauss e Emma Lévy.

Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS 1931

Em 1909, a família, de origem judaica, muda-se para Paris. Iniciou seus estudos em Direito e Filosofia na Sorbonne (Paris). Não completou os estudos em Direito, conseguido a licenciatura em Filosofia no ano de 1931. Após alguns anos de professorado em escolas secundárias ele aceitou o convite para integrar uma missão cultural Brasil.

Levi-Strauss integrou essa missão junto a outros professores, sobretudo franceses. A influência dessa comitiva que chegou a pedido do Governo Getúlio Vargas na década de 1930, é até hoje uma marcante influência na cultura intelectual da Universidade de São Paulo.

Levi-Strauss lecionou no Brasil de 1934 até 1938. Nesse período, o então jovem professor convidado realizou a primeira de suas poucas visitas acampo, pois a abordagem estruturalista que proporia alguns anos depois, justificaria esse distanciamento do objeto pelo Antropólogo.

Durante este período ele conduziu seu primeiro trabalho etnográfico de campo, realizando pesquisas no Mato Grosso do Sul e na Floresta Amazônica. Esta experiência que cimentou a identidade profissional de Lévi-Strauss como antropólogo. Sobre a forma como se decidiu pela vinda no Brasil, contou que estava em seu apartamento em Paris, tendo terminado o mestrado, quando um amigo o contatou e disse da possibilidade de ir para São Paulo, onde estava sendo formada a Universidade de São Paulo. Os arredores estão cheios de índios, e você vai poder continuar suas pesquisas, disse o amigo.

Retornou para a França em 1939 para tomar parte no esforço de guerra; após a capitulação francesa perante a Alemanha, Lévi-Strauss, judeu, viajou para Nova Iorque. Como muitos outros intelectuais emigrados, ele lecionou na New School for Social Research. Fundou, ao lado de Jacques Maritain, Henri Focillon e Roman Jakobson, a École Libre des Hautes Études, uma espécie de universidade-no-exílio de acadêmicos franceses.

Personalidades - Antropólogos - Bégica - CLAUDE LEVI STRAUSS São Paulo, em 1935

Os anos de guerra, passados em Nova Iorque, foram de formação para Lévi-Strauss, em varíos sentidos. Suas relações com Jakobson ajudaram-no a formalizar sua perspectiva teórica (ambos são considerados pensadores centrais do estruturalismo). Além disso Lévi-Strauss foi exposto à Antropologia estadunidense desenvolvida por Franz Boas, que ensinava na Universidade de Columbia. Após um período como adido cultural na embaixada francesa de Washington, Lévi-Strauss retornou a Paris em 1948. Foi então que recebeu seu grau de doutor pela Sorbonne, ao expôr (dentro da tradição francesa) duas teses, uma ‘maior’ e outra ‘menor’. Elas foram ‘Família e vida social entre os Nambikwara’ e ‘As estruturas elementares do parentesco’.

As estruturas elementares do parentesco foi publicada no ano seguinte, e instantâneamente consagrou-se como um dos mais importantes estudos de família já publicados. O título faz uma brincadeira com o título do livro de Émile Durkheim, As formas elementares de vida religiosa. Examina-se nesta obra a organização familial a partir da estrutura lógica das relações de parentesco, ao invés de seu conteúdo.

Enquanto antropologistas ingleses como Alfred Reginald Radcliffe-Brown argumentavam que o parentesco era baseado em um ancestral comum, Lévi-Strauss argumentava que o parentesco era baseado na aliança entre duas famílias que formava-se quando a mulher de um grupo casava-se com o homem de outro. Neste livro também é levantada a questão do incesto como marco da passagem do estado pré-cultural (ou da natureza) ao estado cultural no homem.

Ao longo do final da década de 1940 e começo da década seguinte Lévi-Strauss continou a publicar e experimentou considerável sucesso profissional. Em seu retorno à França ele envolveu-se com a administração do CNRS e do Musée de l’Homme, até ocupar uma cadeira na quinta seção da École Pratique des Hautes Études, aquela de ‘Ciências Religiosas’ que havia pertencido previamente a Marcel Mauss e que Lévi-Strauss renomeou para “Relição Comparada de Povos Não-Literados”.

Apesar de bem conhecido em círculos acadêmicos, foi em 1955 que Lévi-Strauss tornou-se um dos intelectuais franceses mais conhecidos ao publicar Tristes Trópicos, livro auto-biográfico e basicamente acerca de seu exílio na década de 1930.

Escola/tradição
Antropologia Estrutural(fundador), estruturalismo, sociologia francesa

Principais interesses
Antropologia, sociologia, etnografia, linguística, metodologia, estética, epistemologia, mitologia

Idéias notáveis
Mitografia , Pensamento Selvagem, estruturas do parentesco

Influências
Rousseau, Kant, Karl Marx, Sigmund Freud, Roman Jakobson, Saussure, Durkheim, Marcel Mauss, Malinowski, Radcliff-Brown, Franz Boas, Merleau-Ponty, Jean Paul Sartre

Pensadores influeciados pela obra de Strauss
Althusser, Bourdieu, Zizek, Lacan, Foucault, Derrida, Baudrillard, Sahlins, Jameson, Pêcheux, Umberto Eco, Jameson, Roland Barthes

Em 1959 Lévi-Strauss foi nomeado para a cadeira de Antropologia social do Collège de France. Por volta desse período publicou Antropologia estrutural, uma coleção de ensaios que oferece tanto exemplos como manifestos programáticos do estruturalismo. Começou a organizar uma série de instituições destinadas a estabelecer a Antropologia como disciplina de estudos na França, como o Laboratório para Antropologia Social e o jornal l’Homme, onde os pesquisadores publicavam o resultado de suas pesquisas.

Em 1962 Lévi-Strauss publicou aquele que para muitas pessoas é seu trabalho mais importante, O pensamento selvagem. Na primeira parte do livro ele descreve sua teoria da cultura e do pensamento, enquanto que na segunda parte expande suas considerações numa teoria da história e da mudança social. Esta parte do livro rendeu a Levi-Strauss um acalorado debate com Jean-Paul Sartre acerca da natureza da liberdade humana. O confronto entre as visões existencialista e estruturalista iria eventualmente inspirar jovens autores como Pierre Bourdieu.

Já como celebridade mundial, Lévi-Strauss passou a segunda metade da década de 1960 trabalhando em um projeto maior, um estudo de quatro volumes intitulado Mythologiques. Nele o antropólogo francês toma um mito localizado na ponta da América Central e acompanha suas variações de grupo a grupo ao longo da América Central e eventualmente no Círculo Polar Ártico, mostrando então como o mito se espalha de um pólo ao outro do continente. Faz isso de maneira tipicamente estruturalista, ao examinar as relações entre os elementos da história ao invés de focalizar no conteúdo da história em si. Se O pensamento selvagem é um manifesto da teoria geral de Lévi-Strauss, Mythologiques é uma extensa análise de exemplos.

O último volume de Mythologiques foi completado em 1971. Dois anos depois Lévi-Strauss foi eleito membro da Académie Française, a maior honra para um intelectual na França. Ele também é integrante de várias academias notáveis em todo mundo. Recebeu o Prêmio Erasmus em 1973; em 2003 recebeu o Prêmio Meister-Eckhart de filosofia. É doutor honoris causa de diversas universidades pelo mundo. Apesar de aposentado, Lévi-Strauss continua a publicar ocasionalmente volumes de meditações sobre artes, música e poesia, bem como reminiscências de seu passado.

Claude Levi-Strauss - CaricaturaLévi-Strauss no Brasil

Na década de 30, mais precisamente de 1935 a 1939, Lévi-Strauss lecionou sociologia na recém-criada Universidade de São Paulo, juntamente com uma leva de professores franceses, entre eles: Fernand Braudel, Jean Maugüé e Pierre Monbeig.

Strauss também excurcionou por regiões centrais do Brasil, como Goiás, Mato Grosso e Paraná. Publicou o registro dessas expedições no livro Tristes Trópicos(1955), neste livro ele conta inclusive como sua vocação de antropólogo nasceu nessas viagens.

Em uma de suas primeiras viagens, no norte do Paraná, Lévi teve seu esperado primeiro contato com os índios, no rio Tibagi, porém ficou decepcionado, ao ver que “os índios Tibagi não eram nem ‘verdadeiros índios’, nem ‘selvagens’” (Lévi-Strauss 1957:160-161). Porém ao final do primeiro ano escolar (1935/1936), ao visitar os Kadiveu na fronteira com o Paraguai e os Bororo no Mato Grosso Central, lhe rendeu sua primeira exposição em Paris nas férias de (1936/1937), o que foi fundamental para entrada de Lévi-Strauss no meio etnológico francês.

Em 1938 foi realizada uma expedição até os Nambikwara no Mato Grosso, porém, terminada antes do tempo devido a rumores políticos entre o patrocinador da expedição e o Gorverno Brasileiro, já que o mesmo era ligado ao Partido Socialista Francês. Essa missão também visitou os Bororo e os últimos representantes dos Tupi-Kaguahib do rio Machado, considerados desaparecidos, relata Lévi em Tristes Trópicos.

Enfim, após três anos no Brasil, Strauss volta à França com o reconhecimento de etnólogo do meio, provando assim que o seu período no Brasil, foi uma peça fundamental na sua carreira e no seu crescimento profissional. Diz ele: “Um ano depois da visita aos Bororo, todas as condições para fazer de mim um etnógrafo estavam satisfeitas;”(Lévi-Strauss 1957:261).

Citações

“O antropólogo é o astrônomo das ciências sociais: ele está encarregado de descobrir um sentido para as configurações muito diferentes, por sua ordem de grandeza e seu afastamento, das que estão imediatamente próximas do observador.” Antropologia Estrutural, 1967.


Claude Lévi-Strauss: Ideias em constante transformação

Em trecho de livro inédito sobre o antropólogo, Eduardo Viveiros de Castro analisa o autor de Mitológicas

O título do livro que começo a escrever aqui diante de vocês é Isso Não é Tudo: Lévi-Strauss e a Mitologia Ameríndia. “Isso não é tudo”, “ce n’est pas tout” é uma fórmula frequentemente empregada por Lévi-Strauss, a ponto de poder ser considerada um pequeno maneirismo do autor, para introduzir um desdobramento ou uma guinada na análise, ou encerrar uma demonstração com uma sequência inesperada de acordes. Ela aparece, eventualmente nas variantes “não é só isso” e “há mais”, um pouco em toda parte na obra lévi-straussiana, mas (provavelmente) aumentando sua frequência nas Mitológicas.

A “petite phrase de Lévi-Strauss” marca um passo estilístico típico: o surgimento quase prestidigitatório (se a palavra existe) de sempre mais um eixo, sempre “um outro eixo” de transformação, disposto de través, em diagonal aos vários eixos que vinham até ali guiando a comparação; a produção em finta ou pirueta de uma torção suplementar completamente imprevista, que abre subitamente uma progressão que tudo encaminhava para o fechamento; a revelação de vínculo extra, implicado, obscuro, compactado no texto sob análise que subitamente se explica e esclarece, e ao mesmo tempo se multiplica e difrata em perspectivas que, literalmente, perdem-se de vista no horizonte. Teremos ocasião de registrar vários momentos da demonstração ao mesmo tempo sinuosa e reticular, barroca e rizomática abertos pelo “Isso não é tudo” nas Mitológicas. Na verdade, o movimento assinalado pela pequena frase ocorre muito mais frequentemente que ela; ela é opcional, mas o movimento, ao contrário, parece-nos necessário, intrínseco ao procedimento lévi-straussiano. A petite phrase, eis a nossa tese, cumpre na verdade uma função conceitual fundamental dentro da economia teórica do estruturalismo.

Descobri recentemente que F. Keck fala em um “méthode du “Ce n’est pas tout” – não fui, assim, o único a notar o maneirismo metódico. Mas Keck não tira deste método grandes lições, quando ao contrário penso que ele é muito importante. Ele aponta para o inacabamento da análise estrutural, e sugere as razões desse inacabamento: a fractalidade e rizomaticidade de todo objeto determinado pelo método estrutural, na medida em que esse objeto em geral é concebido sempre como um estado particular de um sistema de transformações cujos limites são contingentes. A “interminabilidade”, no duplo sentido (sem fim ou término, e sem possibilidade de determinação unívoca do que é um termo e uma relação, do que é literal e figurativo) da análise mítica é um princípio absolutamente fundamental das Mitológicas. Veremos que Lévi-Strauss insiste no caráter aberto, intensivo, iterativo, em nebulosa, poroso, “conexionista” dos sistemas míticos que reconstrói. “Isso não é tudo”, então, porque nada é tudo, em nenhum momento se alcança uma totalização. “Isto não é tudo” supõe um conceito de estrutura e de análise que não privilegia uma vontade de fechamento, compacidade, a determinação de uma combinatória exaustivamente definida a priori. Com o “isso não é tudo”, começamos a divisar a possibilidade de pensar Lévi-Strauss como um pós-estruturalista. (…)

Naturalmente, isso não é tudo? Lévi-Strauss irá insistir repetidas vezes nas Mitológicas sobre o fechamento do sistema que analisa, a redondez da terra da mitologia (mas também sua porosidade?), a completude do círculo que o leva das savanas do Brasil Central às costas brumosas do estado de Washington e da Columbia Britânica,e, localmente, sobre os vários fechamentos de grupos míticos menores. Será preciso então insistirmos sobre uma tensão interna ao pensamento do autor relativo à mitologia americana, a saber, sobre uma dialética da abertura e do fechamento analítico (e mítico) que caberá explorar, em suas aparentes contradições inclusive? Isso realmente não é tudo. A pequena frase pode ser usada para fechar a análise por um lado que parecia aberto. A ênfase no fechamento dos grupos, na coerência e homogeneidade do conjunto é sublinhada repetidas vezes no correr do texto, e atinge uma espécie de apoteose enfática no capítulo O Mito Único, do Homem Nu. Por isso, eu preciso sublinhar, já que estou fazendo uma leitura parcial, apostando na tensão que ora enfatiza a “vasta máquina combinatória que é todo sistema mítico” e o caráter grupal, fechado e coerente do seu “mito único”, ora fala em dinamismo, desequilíbrio, devir perpétuo, assimetria que sempre abre o mito por um outro lado – essa tensão deve estruturar minha exposição.

Lévi-Strauss, fundador do pós-estruturalismo… Ele certamente não é o último pré-estruturalista, mas é o primeiro pós-estruturalista. Ao dizer isso, em certo sentido, estaríamos antecipando a conclusão deste livro, que tem como uma de suas principais intenções a de mostrar a atualidade do pensamento lévi-straussiano: pensamento da assimetria, da complementaridade, da torção e da abertura. Poderíamos ir para casa agora e dedicar o tempo a ocupações mais amenas. Mas felizmente, ou infelizmente, isto não é tudo? Além de que será preciso demonstrar minimamente o bem-fundado de minha tese, o livro tem uma outra intenção maior, que não se comprime tão facilmente em um ou dois parágrafos, a saber, a intenção de expor a originalidade radical do pensamento indígena, tal como transparece nos discursos míticos analisados nas Mitológicas.

Inédito

Estes são trechos da versão preliminar da Introdução Generalíssima do manuscrito inédito do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, Isso Não é Tudo: Lévi-Strauss e a Mitologia Ameríndia, a ser lançado pela Cosac Naify em agosto de 2010, junto à primeira edição brasileira de O Homem Nu, quarto volume das Mitológicas de Claude Lévi-Strauss. Trata-se da primeira grande análise das Mitológicas, e uma visão contemporânea da obra lévistraussiana e do estruturalismo de modo geral. Viveiros de Castro trabalhou com Lévi-Strauss e foi, segundo ele, responsável pela criação de uma “nova escola na antropologia”.

Fonte: O Estado SP


Cronologia

- 1908 – Claude Lévi-Strauss nasce em Bruxelas, na Bélgica.

- 1927 – Inscreve-se em direito e faz curso de filosofia na Sorbonne

- 1932 – Casa-se com Dina Dreyfus

- 1933 – É nomeado para o liceu de Laon

- 1935 – Em fevereiro, embarca para o Brasil. Desembarca em Santos e passa a viver em São Paulo. Reside na rua Cincinato Braga, 395, entre a rua Carlos Sampaio e a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Assume a cadeira de sociologia na Universidade de São Paulo. Tem como colegas de trabalho o geógrafo Pierre Monbeig (1908-1987), o historiador Fernand Braudel (1902-1985) e o filósofo Jean Maugüé (1904-1985). Junto com a mulher, também etnóloga, faz a primeira viagem a Mato Grosso, onde inicia os estudos sobre os índios cadiuéus, bororos e nambiquaras

- 1938 – Desiste da renovação do contrato na Universidade de São Paulo para consagrar-se a uma longa expedição pelo interior do Brasil

- 1939 – Volta à França e instala, no Museu do Homem, as coleções etnográficas recolhidas nos anos em que esteve no Brasil. Separa-se de Dina

- 1941 – Com o avanço da Segunda Guerra, decide partir para os EUA. Passa a viver em Nova York, onde ensina na New School for Social Research

- 1945 – Casa-se com Rose-Marie Ullmo. Deste casamento nasce Laurent. Após a guerra, torna-se conselheiro cultural da Embaixada francesa nos EUA

- 1947 – Retorna à França

- 1948 – Defende na Sorbonne a tese “As Estruturas Elementares do Parentesco” , que é publicada em 1949

- 1950 – Com o apoio da Unesco, viaja à Índia e ao Paquistão Oriental (atual Bangladesh). Assume a função de diretor de estudos na Escola Prática de Altos Estudos, na seção de ciências religiosas

- 1954 – Após o segundo divórcio, casa-se com Monique Roman

- 1955 – Publica “Tristes Trópicos” , autobiografia intelectual, narrativa de viagem ao Brasil e ensaio científico sobre os indígenas cadiuéus, bororos, nambiquaras e tupi-cavaíbas. A obra torna-se um clássico da etnologia e dos estudos sobre o país

- 1957 – Nascimento do filho Matthieu

- 1958 – Publica o volume 1 de “Antropologia Estrutural”, dedicado à memória do francês Émile Durkheim (1858-1917), um dos fundadores das ciências sociais

- 1959 – É eleito para a cadeira de antropologia social no Collège de France, fundado em 1530 e uma das mais prestigiosas instituições de ensino da França

- 1960 – Funda, no Collège de France, o Laboratório de Antropologia Social

- 1961 – Cria, com colaboradores, a “L’Homme – Revue Française d’Anthropologie” (O Homem – Revista Francesa de Antropologia)

- 1962 – Publica “O Totemismo Hoje” e “O Pensamento Selvagem” –este último dedicado à memória do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908-61)

- 1964-71 – Lévi-Strauss publica os quatro volumes das “Mitológicas”

1968 – Na França, é condecorado com a Medalha de Ouro do Centro Nacional de Pesquisas Sociais

- 1973 – Eleito para a Academia Francesa. Publica “Antropologia Estrutural 2″, obra dedicada aos membros do Laboratório de Antropologia Social

- 1974 – Numa quinta-feira, 27 de junho, toma posse na Academia Francesa

- 1982 – Aposenta-se do Collège de France

- 1985 – Volta ao Brasil após 46 anos

- 1989 – O Museu do Homem organiza a exposição “As Américas de Claude Lévi-Strauss”

- 1994 – Publica “Saudades do Brasil” , que reúne fotografias do interior do país que fez entre 1935 e 1938

- 1996 – Publica “Saudades de São Paulo”, com fotografias de São Paulo feitas entre 1935 e 1937. “Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São Paulo) o termo ‘saudade’, não foi por lamento de não mais estar lá. De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria. Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos nos apoiar” (“Saudades de São Paulo”, tradução de Paulo Neves, Cia. das Letras, 1996)

- 28.nov.2008 – Claude Lévi-Strauss completa cem anos. “É assim que me identifico, viajante, arqueólogo do espaço, procurando em vão reconstituir o exotismo com o auxílio de fragmentos e de destroços” (“Tristes Trópicos”, trad. Rosa Freire d’Aguiar, Cia. das Letras)

-31.out.2009 – Morre em Paris

Premiações

Condecorações

• Grã-cruz da Ordem Nacional da Legião de Honra da França

• Ordem Nacional do Mérito da França

• Palmas Académicas da França

• Ordem Artes e Letras da França

• Ordem da Coroa da Bélgica

• Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil

• Ordem do Sol Nascente do Japão

• Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico do Brasil

• Membro da Academia Francesa

• Membro estrangeiro da Acadêmia Nacional de Ciências dos EUA

• Membro da Academia Britânica

• Memmro da Academia Real de Artes e Ciências da Holanda

• Membro da Academia Norueguesa de Ciências e Letras


Doutor Honoris Causa

• Universidade Livre de Bruxelas – (Bélgica)

• Universidade de Chicago – (EUA)

• Universidade de Columbia – (EUA)

• Universidade de Harvard – (EUA)

• Universidade Johns Hopkins – (EUA)

• Universidade Laval – (Canadá)

• Universidade Nacional Autônoma do México – (México)

• Universidade de Montreal – (Canadá)

• Universidade de Oxford – (Inglaterra)

• Universidade de São Paulo – (Brasil)

• Universidade de Stirling – (Escócia)

• Universidade de Uppsala – (Suécia)

• Universidade Visva Bharati – (Índia)

• Universidade de Yale – (EUA)

• Universidade Nacional do Zaire – (Zaire)

Bibliografia

• Família e vida social dos índios Nambikwara (La vie familiale et sociale des indiens Nambikwara) – 1948

• As estruturas elementares do parentesco – 1949 – O primeiro livro do autor, fruto de sua tese de mestrado (Editora Vozes)

• Raça e História – 1952

• Tristes Trópicos – 1955 – Clássico da etnologia, reúne informações recolhidas na viagem pelo Brasil (Companhia das Letras)

• Antropologia Estrutural – 1963 e 1973 (2 volumes) – De 1958, traz os elementos para a renovação do método antropológico (Cosac Naify)

• Toteísmo hoje – 1962

• Pensamento selvagem – 1962 – Análise do que Lévi-Strauss chama de “traço universal do espírito humano” (Editora Papirus)

• Mitológicas de I a IV – Série de quatro livros em que analisa mais de oitocentos mitos indígenas americanos (Cosac Naify)

o O cru e o cozido – 1964

o Do mel às cinzas – 1966

o A origem das maneiras à mesa – 1968

o O Homem Nu – 1971

• O Caminho das Máscaras – 1972

• Ver a distância – 1983

• Antropologia e Mito: Palestras – 1984

• Veja, ouça, leia – 1993 – Reunião de ensaios sobre arte, em tom de conversa com o autor (Companhia das Letras, esgotado)

• O Suplício do Papai Noel – Discute o significado de festas de fim de ano e a comercialização dessas datas (Cosac Naify)

• De Perto e de Longe – Longa entrevista concedida por Lévi-Strauss em 1988 ao filósofo Didier Eribon (Cosac Naify)

• História de Lince – Última incursão do antropólogo pela mitologia americana (Companhia das Letras, esgotado)

• Saudades do Brasil – Coletânea de fotos feitas por ele do País, seguida de Saudades de São Paulo (Companhia das Letras)

Sobre

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração, Tecnologia da Informação e bacharelando em Direito. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, USA. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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Um comentário sobre “Claude Lévi-Strauss – Antropólogo
  1. Gismo disse:

    Só uma pequena correção, Lévy-Strauss é belga e no início do texto o colocam como francês. A mais, parabéns!!!

1 Pings/Trackbacks para "Claude Lévi-Strauss – Antropólogo"
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