Nicolau Maquiavel – Filósofo

Nicolau Maquiavel – Itália
Personalidades - Filósofos - Itália - NICOLAU MAQUIAVEL*
Florença, Itália – 03 Maio 1469 d.C
+ Florença, Itália – 20 Junho 1527 d.C

Maquiavel exortava o Príncipe a se adequar às representações de virtude do povo que pretendia dominar.

Maquiavel nasceu em Florença, na Itália, no ano de 1469. Seu pai era advogado e membro de uma proeminente família italiana.

Segundo o historiador Garin, a família de Maquiavel não era aristocrática nem rica. Seu pai, advogado como um típico renascentista, era um estudioso das humanidades, tendo se empenhado em transmitir uma aprimorada educação clássica para seu filho. Maquiavel com 12 anos, já escrevia no melhor estilo e, em latim.

São escassa as informações sobre Maquiavel até ele entrar no serviço da República de Florença, após a queda do governo clerical de Savonorola.

Nicolau Maquiavel apesar do brilhantismo precoce, só em 1498, com 29 anos exerce seu primeiro cargo na vida pública. Foi nesse ano que Nicolau passou a ocupar a segunda chancelaria. Isso se deu após a deposição de Savonarola, acompanhado de todos os detentores de cargos importantes da república florentina. Nessa atividade, cumpriu uma série de missões, tanto fora da Itália como internamente, destacando-se sua diligência em instituir uma milícia nacional. Serviu na administração da República de Florença, de 1498 a 1512, na segunda Chancelaria, tendo substituído Adriani, e como secretário do Conselho dos Dez da Guerra (Dieci di Libertà et Pace), a instituição que na Signoria tratava da guerra e da diplomacia.

Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas um número consideravelmente maior de pessoas evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí tem sua origem.

Com a queda de soverine, em 1512, a dinastia Médici volta ao poder, desesperando Maquiavel, que é envolvido em uma conspiração, torturado e deportado. É permitido que se mude para São Cassiano, cidade pequena próxima de Florença, onde escreve sobre a Primeira década de Tito Lívio , mas interrompe esse trabalho para escrever sua obra prima: O Príncipe, segundo alguns, destinado a que se reabilitasse com os aristocratas, já que a obra era nada mais que um manual da política.

Maquiavel viveu uma vida tranqüila em S. Cassiano. Pela manhã, ocupava-se com a administração da pequena propriedade onde está confinado. À tarde, jogava cartas numa hospedaria com pessoas simples do povoado. E à noite vestia roupas de cerimônia para conviver, através da leitura com pessoas ilustres do passado, fato que levou algumas pessoas a considerá-lo louco.

“Maquiavélico e maquiavelismo” são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas. Em qualquer de suas acepções, porém, o maquiavelismo está associado a idéia de perfídia, a um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Estas expressões pejorativas sobreviveram de certa forma incólumes no tempo e no espaço, apenas alastrando-se da luta política para as desavenças do cotidiano.”

Assim, hoje em dia, na maioria das vezes, Maquiavel é mal interpretado. Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O Príncipe, criou um “manual da política”,

Grant Wood – Pintor – Artista Plástico

Grant Wood

Arte - Pintura Grant Wood Self Portraitclique na imagem para ampliar


* Illinois, USA – 14 de Maio de 1892 d.C
+ Illinois, USA – 13 de Maio 1942
Pintor Americano Photo realistic

Artista, artesão e desenhista estadunidense nascido próximo a Anamosa, Iowa State, responsável pela criação de trabalhos de camuflagem para o Exército durante a primeira guerra mundial. Com a morte do pai (1901) sua família mudou-se para Cedar Rapids, onde ele empregou-se como um aprendiz em uma loja de metais. Paralelamente estudou e se formou na escola secundária Washington High School, em Cedar Rapids, e se matriculou em uma escola de arte em Mineápolis (1910). Passou a ensinar em uma escola particular (1911) e dois anos depois matriculou-se no Art Institute of Chicago para estudar esculturas em prata (1913).

Depois de servir no exército como um pintor de camuflagem, voltou novamente a Cedar Rapids para ensinar para estudantes juniores, Junior High students. Dedicou-se ao ensino e fez quatro viagens para Europa (1920-1928), onde estudou muitos estilos de pintar, especialmente impressionismo e pós-impressionismo, freqüentou a Académie Julian de Paris e foi profundamente influenciado pelo trabalho de Jan Van Eyck. Escolhido (1927) para a realização de um vitral para o edifício da legião estadunidense de Cedar Rapids, Iowa. Depois de buscar em Munique, Alemanha, artesãos mais experientes que colaborassem no empreendimento, o vitral foi montado na Alemanha e quando chegou à Cedar Rapids, foi recusado pelos membros da Legião.

Em represália, o artista realizou uma obra satírica, a que chamou Filhas da revolução, que atingiu seus objetivos, ou seja, causou furiosa reação entre os legionários. Depois do episódio, seu estilo evoluiu para um realismo despojado e de linhas muito marcadas, sem paralelo na pintura contemporânea, influenciado pela arte gótica européia, e se tornou o grande proponente de regionalismo nas artes. Em Mulher com plantas, retrato de sua mãe, trouxe reação discreta, mas com Gótico estadunidense causou enorme sucesso quando exposto em Chicago (1930). Ajudou a fundar a Stone City Art Colony (1932) próximo da sua cidade natal, para ajudar os artistas durante a Grande Depressão.

Foi nomeado professor de belas-artes da Universidade de Iowa 1934 e morreu  no hospital universitário, em Iowa City, na véspera de seu aniversário. Depois de sua morte, seus bens foram para sua irmã, Nan Wood Graham, a mulher retratada em American Gothic, e depois a morte desta (1990), todo o seu patrimônio juntamente  com os bens pessoais do irmão e várias obras de arte, tornaram-se propriedade do Figge Art Museum, em Davenport, Iowa.